Protesto contra reajuste de transportes em São Paulo tem quatro detidos

Ao menos três pessoas ficaram feridas no protesto, inclusive um jornalista

Por O Dia

São Paulo - Mais uma vez, a manifestação do Movimento Passe Livre (MPL) na região central de São Paulo era pacífica, tranquila, sem ocorrências. E, mais uma vez, ela acabou terminando de forma antecipada, com bombas, prisões, corre-corre e feridos, na noite desta sexta-feira.

Ao menos três pessoas ficaram feridas, incluindo um jornalista, do jornal O Estado de São Paulo, que levou um tiro de bala de borracha na coxa. Quatro militantes foram presos portando rojões, segundo Polícia Militar.

A confusão começou no momento em que os manifestantes passavam em frente ao Theatro Municipal, onde horas antes haviam se encontrado para iniciar o ato, a pacificidade ruiu. O som ambiente na região ficou marcado pelo barulho de bombas e pela gritaria.

Manifestante grita perto de policiais durante um protesto contra o aumento de tarifas de ônibus em São PauloReuters

Subitamente, as cerca de mil pessoas, segundo a PM — 10 mil para o MPL —, que se encaminhavam ao destino final do protesto, em frente à Prefeitura paulistana, dispersaram. A cantoria pela tarifa zero dos militantes emudeceu, as ruas esvaziaram. Houve confronto entre PMs e manifestantes.

De acordo com a PM, a confusão começou por volta das 20h30, quando envolvidos no ato atiraram fogos de artifício contra agentes, na Rua Xavier de Toledo. A Tropa de Choque reagiu com bombas de efeito moral, bala de borracha e spray de pimenta. O MPL chamou a atitude de repressão violenta.

Mesmo com a debandada do protesto, o corre-corre continuou nas proximidades do confronto. Um forte cheiro químico tomou o ar da Avenida Ipiranga, onde fica a estação República do metrô, aquela escolhida pelos presentes do ato para deixar a região central. Às 20h50, o MPL postou no Facebook que o protesto chegava ao fim.

Bandeira incendiada

Assim como em seus dois primeiros atos no ano, o protesto do MPL desta sexta foi marcado pelo clima de paz ao longo de quase toda a sua duração. Mas por muito pouco o ato não se encerrou ainda em seu início, quando ainda passava pela Câmara Municipal de São Paulo.

O local foi escolhido como uma das paradas da manifestação com destino à Prefeitura, onde o MPL objetivava dar seu grito final da noite pelo recuo no aumento das tarifas de ônibus e metrô, que desde 6 janeiro passou de R$ 3,00 para R$ 3,50. Na Câmara, pretendiam protestar contra os vereadores paulistanos.

No entanto, um grupo de militantes resolveu pegar uma bandeira do Brasil para incendiá-la. E aí o tempo fechou. Com um efetivo de 1.100 PMs em um ato com aproximadamente mil participantes, segundo a própria corporação, policiais foram para cima dos militantes, gerando corre-corre no local.

Agentes da Tropa de Choque apontaram armas carregadas com bombas de efeito moral na direção dos presentes. A situação só não ficou mais tensa por controle dos próprios manifestantes, que censuraram a atitude dos responsáveis pela queima do maior símbolo brasileiro, e dos PMs, que não atiraram e resolveram negociar.

Assim, o confronto acabou adiado — e o protesto durou um pouco mais.

Polícia Militar dispersa manifestação contra reajuste de transportesReuters

Queima de catraca

O simbolismo da queima de uma catraca ainda na concentração do ato, em frente ao Theatro Municipal, serviu para mostrar claramente o objetivo único do protesto do Movimento Passe Livre (MPL) na cidade, o quarto de 2015 exigindo pela tarifa zero no transporte público. Foi o segundo ato promovido pelo grupo somente nesta semana, iniciada com manifestação realizada na Zona Leste paulistana, na última terça-feira.

Na ocasião, o grupo, com cerca de 500 pessoas, segundo a PM — 8 mil para o MPL —, se concentrou no Metrô Tatuapé, passou em frente ao Sindicato dos Metroviários para homenagear trabalhadores demitidos pelo governo do estado e, por fim, caminhou cerca de 1,5 quilômetro pela Radial Leste até o Belém. No local, ocorreu uma pequena confusão, quando militantes tentaram promover um "catracaço" entre populares.

Para evitar problemas, PMs acompanharam toda a passeata do início até o destino principal, em frente à Prefeitura. Com cordões de isolamento, batalhões da Tropa de Choque impediam manifestantes de sair do trajeto combinado. Todas as vias pelas quais o protesto passou eram fechadas, afastando desta forma contratempos também com motoristas e pedestres.

Mais uma vez, o MPL exige a redução do preço da tarifa de ônibus e metrô em São Paulo, que foi de R$ 3,00 para R$ 3,50 no início do mês. Nesta sexta, no entanto, o ato foi convocado nacionalmente, sendo realizado em cidades como Rio de Janeiro, Joinville (PR) e Florianópolis (SC).

“Esse aumento para R$3,50 soa mais absurdo quando constatamos que uma auditoria acaba de provar o que todo mundo já sabia: que os empresários do transporte lucram muito acima da média para o setor e desviaram milhões", disse o movimento em nota divulgada antes do ato. "Reduzir de fato seu lucro exorbitante e cobrar o dinheiro roubado seria suficiente para manter o preço da tarifa ou até mesmo reduzi-la.”

Os manifestantes reuniram-se em frente ao Theatro Municipal, próximo ao Viaduto do Chá, e saíram em passeata às 18h25 com destino à Prefeitura. Após atingir o destino, o intuito do MPL era passar pela Secretaria Estadual de Transportes Metropolitanos, pela Câmara Municipal e, por fim, pela Praça da República, onde fica uma das estações de metrô mais movimentadas da capital.

Com concentração no Largo da Batata, a próxima manifestação do MPL em São Paulo será na próxima terça-feira.

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Ao menos três pessoas ficaram feridas, incluindo um jornalista, do jornal O Estado de São Paulo, que levou um tiro de bala de borracha na coxa. Quatro militantes foram presos portando rojões, segundo Polícia Militar.

A confusão começou no momento em que os manifestantes passavam em frente ao Theatro Municipal, onde horas antes haviam se encontrado para iniciar o ato, a pacificidade ruiu. O som ambiente na região ficou marcado pelo barulho de bombas e pela gritaria.

Manifestante grita perto de policiais durante um protesto contra o aumento de tarifas de ônibus em São PauloReuters

Subitamente, as cerca de mil pessoas, segundo a PM — 10 mil para o MPL —, que se encaminhavam ao destino final do protesto, em frente à Prefeitura paulistana, dispersaram. A cantoria pela tarifa zero dos militantes emudeceu, as ruas esvaziaram. Houve confronto entre PMs e manifestantes.

De acordo com a PM, a confusão começou por volta das 20h30, quando envolvidos no ato atiraram fogos de artifício contra agentes, na Rua Xavier de Toledo. A Tropa de Choque reagiu com bombas de efeito moral, bala de borracha e spray de pimenta. O MPL chamou a atitude de repressão violenta.

Mesmo com a debandada do protesto, o corre-corre continuou nas proximidades do confronto. Um forte cheiro químico tomou o ar da Avenida Ipiranga, onde fica a estação República do metrô, aquela escolhida pelos presentes do ato para deixar a região central. Às 20h50, o MPL postou no Facebook que o protesto chegava ao fim.

Bandeira incendiada

Assim como em seus dois primeiros atos no ano, o protesto do MPL desta sexta foi marcado pelo clima de paz ao longo de quase toda a sua duração. Mas por muito pouco o ato não se encerrou ainda em seu início, quando ainda passava pela Câmara Municipal de São Paulo.

O local foi escolhido como uma das paradas da manifestação com destino à Prefeitura, onde o MPL objetivava dar seu grito final da noite pelo recuo no aumento das tarifas de ônibus e metrô, que desde 6 janeiro passou de R$ 3,00 para R$ 3,50. Na Câmara, pretendiam protestar contra os vereadores paulistanos.

No entanto, um grupo de militantes resolveu pegar uma bandeira do Brasil para incendiá-la. E aí o tempo fechou. Com um efetivo de 1.100 PMs em um ato com aproximadamente mil participantes, segundo a própria corporação, policiais foram para cima dos militantes, gerando corre-corre no local.

Agentes da Tropa de Choque apontaram armas carregadas com bombas de efeito moral na direção dos presentes. A situação só não ficou mais tensa por controle dos próprios manifestantes, que censuraram a atitude dos responsáveis pela queima do maior símbolo brasileiro, e dos PMs, que não atiraram e resolveram negociar.

Assim, o confronto acabou adiado — e o protesto durou um pouco mais.

Polícia Militar dispersa manifestação contra reajuste de transportesReuters

Queima de catraca

O simbolismo da queima de uma catraca ainda na concentração do ato, em frente ao Theatro Municipal, serviu para mostrar claramente o objetivo único do protesto do Movimento Passe Livre (MPL) na cidade, o quarto de 2015 exigindo pela tarifa zero no transporte público. Foi o segundo ato promovido pelo grupo somente nesta semana, iniciada com manifestação realizada na Zona Leste paulistana, na última terça-feira.

Na ocasião, o grupo, com cerca de 500 pessoas, segundo a PM — 8 mil para o MPL —, se concentrou no Metrô Tatuapé, passou em frente ao Sindicato dos Metroviários para homenagear trabalhadores demitidos pelo governo do estado e, por fim, caminhou cerca de 1,5 quilômetro pela Radial Leste até o Belém. No local, ocorreu uma pequena confusão, quando militantes tentaram promover um "catracaço" entre populares.

Para evitar problemas, PMs acompanharam toda a passeata do início até o destino principal, em frente à Prefeitura. Com cordões de isolamento, batalhões da Tropa de Choque impediam manifestantes de sair do trajeto combinado. Todas as vias pelas quais o protesto passou eram fechadas, afastando desta forma contratempos também com motoristas e pedestres.

Mais uma vez, o MPL exige a redução do preço da tarifa de ônibus e metrô em São Paulo, que foi de R$ 3,00 para R$ 3,50 no início do mês. Nesta sexta, no entanto, o ato foi convocado nacionalmente, sendo realizado em cidades como Rio de Janeiro, Joinville (PR) e Florianópolis (SC).

“Esse aumento para R$3,50 soa mais absurdo quando constatamos que uma auditoria acaba de provar o que todo mundo já sabia: que os empresários do transporte lucram muito acima da média para o setor e desviaram milhões", disse o movimento em nota divulgada antes do ato. "Reduzir de fato seu lucro exorbitante e cobrar o dinheiro roubado seria suficiente para manter o preço da tarifa ou até mesmo reduzi-la.”

Os manifestantes reuniram-se em frente ao Theatro Municipal, próximo ao Viaduto do Chá, e saíram em passeata às 18h25 com destino à Prefeitura. Após atingir o destino, o intuito do MPL era passar pela Secretaria Estadual de Transportes Metropolitanos, pela Câmara Municipal e, por fim, pela Praça da República, onde fica uma das estações de metrô mais movimentadas da capital.

Com concentração no Largo da Batata, a próxima manifestação do MPL em São Paulo será na próxima terça-feira.

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