Criança é baleada na cabeça em Niterói

Breno Freitas, de 2 anos, subia o Morro da Chácara com a família para passar o Natal com parentes quando foi atingido

Por O Dia

Rio - Uma criança de 2 anos foi atingida por um tiro na cabeça no Morro da Chácara, em Niterói, Região Metropolitana do Rio, na noite desta terça-feira. O menino, identificado como Breno Freitas, subia a comunidade com a família para passar o Natal com parentes quando foi baleado, de acordo com policiais do Batalhão de Niterói. Ele está internado em estado grave no Hospital de Clínicas de Niterói.

Ainda segundo a polícia, quando a família subia a escadaria foram ouvidos barulhos, que a princípio seria fogos de artifício, mas logo depois perceberam que a criança estava ferida. De acordo com o comando do batalhão local, não havia nenhum tipo de operação policial na comunidade quando o menino foi ferido. O caso foi registrado na Delegacia do Centro de Niterói.

De acordo com o hospital, a bala não ficou alojada na cabeça no menino. Ele foi internado no CTI Pediátrico, está lúcido e respira espontaneamente. Ele não tem previsão de alta.

Outros baleados na véspera do Natal

Outras duas pessoas foram baleadas durante a madrugada de Natal no Rio. No Jacaré, Josiane Fernandes da Silva Gonçalves, de 36 anos, foi baleada na perna durante os festejos natalinos.

De acordo com policiais da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) do Jacarezinho, ela estava na laje de casa, na Rua Esperança, quando ocorria próximo uma queima de fogos de artifício. Ela sentiu uma queimação na perna e percebeu que tinha sido atingida. A vítima foi levada por parentes para o Hospital Municipal Salgado Filho, no Méier, sendo medicada e liberada.

Na Cidade de Deus, na Zona Oeste, um adolescente de 15 anos foi baleado no ombro, no início da madrugada, próximo a localidade conhecida como Conjunto dos PMs. Uma das versões para o crime é de que o jovem foi ferido quando estava em uma festa de Natal. Dois homens em uma moto passaram atirando. A família, porém, diz que ele foi atingido na porta de casa. A dupla fugiu.

Familiares de jovem baleado no Hospital Lourenço Jorge%2C na BarraErnesto Carriço / Agência O Dia

O rapaz foi medicado na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da Cidade de Deus. Funcionários chegaram a pedir reforço da PM para transferí-lo para o Hospital Lourenço Jorge, na Barra da Tijuca, também na Zona Oeste. Eles se assustaram com dois motoqueiros que permaneceram em uma praça em frente a unidade de saúde desde o momento em que a vítima deu entrada no local. Eles chegaram a temer por uma invasão.

Havia ainda a informação de que um outro homem também tinha sido baleado no mesmo ataque. Segundo PMs da UPP da Cidade de Deus, porém, eles fizeram buscas mas a suposta vítima não foi localizada. A tentativa de homicídio foi registrada na 32ª DP (Taquara).

Menina morre após ser atinigida por tiro na Favela Para Pedro

?Na última segunda-feira, Maria Eduarda Sardinha da Silva, de 11 anos, morreu após ser atingida por um tiro na Favela Para Pedro, em Colégio, na Zona Norte. Moradores acusam policiais de entrarem na comunidade atirando. A morte aconteceu um ano depois do caso de Adrielly dos Santos, de 10, morta na noite de Natal em favela de Pilares.

Familiares e amigos estiveram presentes no enterro de Maria EduardaCarlo Wrede / Agência O Dia

Ontem a tarde, o corpo de Maria Eduarda foi enterrado no Cemitério de Irajá, na Zona Norte. Familiares e amigos da vítima estiveram presentes no sepultamento. A menina foi sepultada vestindo um conjunto igual ao usado pela cantora Anitta. A roupa usada no enterro foi comprada pelo pai, o encarregado de montagem Luís Cláudio Ribeiro Sardinha, de 41 anos.

“Ela ganhou a roupa de presente de Natal, mas nem chegou a usar. Lembro do encontro que tivemos na sexta-feira. Ela atravessou a rua correndo, para me abraçar. É a última imagem que vou guardar da minha filha”, desabafou o pai da garota.

Maria Eduarda%2C 11%2C morreu após ser baleada%2C na manhã desta segunda-feira%2C em um tiroteio na Favela Para Pedro%2C em ColégioFernando Souza / Agência O Dia

DH faz perícia e recolhe armas

Policiais da Divisão de Homicídios (DH) estiveram na Favela Para-Pedro, onde fizeram perícia, a fim de saber de onde partiram os tiros que atingiram as três pessoas, e ouviram testemunhas. Familiares da menina devem prestar depoimento nos próximos dias. Os fuzis e pistolas que estavam com três PMs já foram entregues à DH. Moradores contaram à imprensa que não houve tiroteio e criticaram a ação do 41º BPM: “Não teve confronto nenhum, eles chegaram atirando, sem mais nem menos”, afirmou um homem, que pediu para não ser identificado.

Por sua vez, o comandante do 41º BPM, tenente-coronel Luiz Carlos Gomes, negou a versão do confronto: “Na rua só havia marginais quando os policiais chegaram. Houve confronto e um dos projéteis atravessou uma parede e atingiu a menina, que, infelizmente, veio a falecer”, afirmou o oficial. A Polícia Militar também afirmou que ocupa a comunidade do bairro do Colégio desde o dia 14, quando começou guerra entre traficantes.

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