Delegado que investigou ativistas será ouvido em audiência nesta segunda-feira

Alessandro Thiers é uma das testemunhas de acusação no processo que acusa 23 manifestantes de formação de quadrilha

Por O Dia

Rio - O delegado titular da Delegacia de Repressão a Crimes de Informática (DRCI), Alessandro Thiers, será ouvido nesta segunda-feira, pelo Tribunal de Justiça do Rio, como testemunha de acusação no processo que acusa os 23 ativistas de atos violentos em protestos  - entre eles Eliza Quadros, a Sininho, que está foragida.

O juiz da 27ª Vara Criminal, Flávio Itabaiana, também ouvirá o inspetor da especializada durante a segunda audiência de instrução e julgamento do processo. Além disso, outras testemunhas de defesa serão ouvidas ainda hoje, como a jovem Isabela Mendonça, ex-namorada de Felipe Braz, que acusou os ativistas de formação de quadrilha. 

Ré no processo, a ativista Sininho segue foragida e não participará da segunda audiência do processo em que é acusada de formação de quadrilha e atos violentos em protestosSandro Vox / Agência O Dia

De acordo com a denúncia do Ministério Público do Rio (MP), Sininho e os outros ativistas são acusados de formação de quadrilha. Segundo o MP, eles teriam cometido crimes de associação criminosa, com pena maior por participação de menores, dano qualificado, resistência, lesões corporais, posse de artefatos explosivos e corrupção de menores.

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Ativistas seguem foragidas

Além de Sininho, a ativista Karlayne Moraes da Silva Pinheiro, conhecida como Moa, é considerada foragida. Elas tiveram a prisão preventiva decretada, em dezembro, depois de terem descumprido medida cautelar que as proibia de participar de protestos.

Outros três acusados que estão presos estarão presentes na audiência desta segunda-feira. São eles Igor Mendes, que também teve a preventiva decretada por desobedecer medida imposta pela liberdade condicional, e Caio Silva de Souza e Fábio Raposo. Os dois últimos respondem outra ação criminal e são acusados de atingirem o cinegrafista Santiago Andrade com um rojão, durante uma manifestação. Santiago teve morte encefálica em fevereiro de 2014.


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