Orçamento de cerca de R$ 1 bilhão para contratar policiais é congelado

Secretária estadual de Planejamento diz que não significa que agentes não serão chamados ao longo de 2015

Por O Dia

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Rio - A Secretaria Estadual de Planejamento congelou cerca de R$ 1 bilhão do orçamento que seriam destinados à contratação de 6 mil policiais militares do último concurso. Uma das metas da secretaria de Segurança Pública era que esses PMs fossem chamados para trabalhar nas próximas UPPs, que ainda serão implantadas no estado. O valor está dentro dos cerca de R$ 8,3 bilhões que o Planejamento reteve do orçamento, em decreto publicado na segunda-feira, por conta do cenário econômico ruim.

Mesmo assim, segundo a secretária da pasta, Cláudia Uchôa, isso não significa que os policiais não serão chamados ao longo do ano. Como não serão convocados todos ao mesmo tempo, este valor não precisa ser liberado de uma vez para a secretaria.

“Como eles ainda não foram chamados, não precisamos tê-los na folha de pagamento e nem ter disponível todo este valor no orçamento da PM. Ela não vão precisar deles agora, imediatamente”, disse Cláudia. De acordo com a secretária, o valor retido também seria gasto em acessórios para os policiais, como armamento, uniforme e viaturas.

O valor total previsto para o orçamento da PM este ano era de R$ 4,5 bilhões. Com o congelamento de R$ 1 bilhão, o recurso passou para R$ 3,3 bilhões. A Saúde e Educação também tiveram valores retidos. O Fundo Estadual de Saúde perdeu R$ 430 milhões. Já a secretaria de Educação não receberá R$ 350 milhões.

Ainda de acordo com a secretária de Planejamento, o adiamento da liberação do dinheiro não significa que estes valores foram cancelados. O crédito depende da necessidade dos órgãos e do aumento da arrecadação do estado. Porém, dos R$ 90 bilhões de orçamento, a secretaria já estima perder R$ 2,7 de royalties do petróleo. Mesmo assim, prevê uma economia de R$ 1,5 bilhão em cortes de uma gratificação no salário dos funcionários das secretarias e na revisão de contratos do governo.

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