UPA de Copacabana deixa de atender por falta de insumos e água

Com suspeita de Zica, Amanda Marques, 19, procurou a unidade na manhã de ontem, e não passou da recepção

Por O Dia

Rio - A UPA de Copacabana, referência em casos de urgência e emergência, é mais um retrato do desespero na saúde pública. Pacientes, que vão de todas as partes do Rio para o local em busca de atendimento, têm dado com a cara na porta. A justificativa dada pelos funcionários seria falta de insumos e de água.

Com suspeita de Zica, Amanda Marques, 19, procurou a unidade na manhã de ontem. “Não passei nem da recepção, disseram que não tem materiais para me atender”, conta a jovem encaminhada para o Hospital Miguel Couto. Evandro de Moraes Coelho, 48, morador de São Conrado também perdeu a viagem: “Sempre venho aqui e hoje não consegui nada, acho que estou com princípio de pneumonia. O que faço?”, questionava

Evandro de Moraes Coelho na porta da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Copacabana%2C na Zona Sul do RioMaira Coelho

Até mesmo turistas que procuraram atendimento na unidade não conseguiram ser atendidos. O peruano Julio Carrera, 40, é um deles. Ele foi a UPA com o filho de 7 anos em busca de ajuda. “Não quiseram nos receber, ele não está em estado grave para ficar”, criticou ele que saiu com o menino com febre em busca de consulta em outra unidade.

Tainá Cristine, 19, saiu de Queimados, na Baixada Fluminense, com o sobrinho de três anos com suspeita de estomatite. “Está muito difícil a saúde aqui no Rio, mas na Baixada está pior”, afirma. O morador da Pavuna, Luiz Cláudio Rodrigues, 23, estava com dores no peito. “Nem me examinaram direito”, disse.

Reportagem da estagiária Carolina Moura