Em noite de vaias para Cristóvão, Nenê salva o Vasco de derrota para o Vitória

Equipe carioca fica em situação complicada na competição nacional

Por O Dia

Rio - Um gol no fim da partida salvou o Vasco da derrota para o Vitória, em São Januário. Porém, não salvou Cristóvão Borges de ser vaiado pelos torcedores. No primeiro duelo válido pela terceira fase da Copa do Brasil, as duas equipes ficaram no 1 a 1.

O gol dos baianos foi marcado por Patrick e os dos vascaínos foi de Nenê. A insatisfação com o resultado fez os torcedores do Vasco hostilizarem o técnico Cristóvão Borges, durante e no fim da partida em São Januário.

O Gigante da Colina volta a jogar na próxima quinta-feira contra o Vitória, no Barradão. Para se classificar, o clube carioca precisa vencer o Vitória, ou empatar fazendo dois ou mais gols.

Vasco empatou em São JanuárioPaulo Fernandes/Vasco.com.br

O JOGO

O primeiro tempo não foi de grandes oportunidades para ambos os lados. Aproveitando o apoio da torcida e os espaços deixados pelo lado esquerdo da defesa adversária, o Vasco foi quem tomou a iniciativa. Foi por lá que Nenê fez bonita jogada e colocou na cabeça de Thalles, que cabeceou para boa defesa de Fernando Miguel. Com a ausência de última hora de Wagner, entretanto, os donos da casa sofriam para criar pelo meio.

Do outro lado, o Vitória apostava nos contra-ataques. Em uma de suas raras descidas ao ataque, o time assustou o goleiro Martín Silva, com Paulinho, que finalizou da intermediária, rente ao gol vascaíno. Se já não se mostravam dispostos a propor o jogo, os baianos se fecharam de vez após a expulsão do lateral-esquerdo Euller, que cometeu duas faltas em Kelvin e deixou o jogo mais cedo.

Com um homem a mais, o Vasco voltou para o segundo tempo querendo a vitória. Em cinco minutos, conseguiu levar mais perigo do que em toda a primeira etapa. Na mais clara das chances, Nenê recebeu na direita e rolou para Kelvin, que furou. A bola ficou limpa para Thalles, mas o centroavante isolou para o desespero da torcida cruzmaltina.

Tentando reorganizar o Vitória e impedir a pressão vascaína, o treinador Argel Fucks sacou o atacante Paulinho e colocou o lateral Geferson. Pouco depois, foi a vez de Cleiton Xavier dar lugar para David. As alterações surtiram efeito e, mesmo em desvantagem numérica, o time abriu o placar, em cobrança de pênalti.

Aos 22, Manga Escobar foi desarmado por Kanu e colocou a mão na bola dentro da área. Na cobrança do pênalti, Patric bateu alto no canto direito, sem chances para Martín Silva. Atrás do placar, o Vasco partiu com tudo em busca do empate, mas esbarrou na trave, com Gilberto, que cabeceou no poste depois de cruzamento de Nenê.

De tanto insistir, o empate veio aos 47 minutos, com Nenê. O camisa 10 foi derrubado por David dentro da área e viu o árbitro Elmo Alves Resende Cunha anotar o pênalti. Na cobrança, o próprio camisa 10 bateu do lado esquerdo e garantiu a igualdade

O Vasco agora volta as suas atenções para o Campeonato Carioca, pois no próximo domingo estreará na Taça Rio, no Engenhão, diante do Macaé. No mesmo dia, o Vitória receberá o Botafogo da Paraíba pela Copa do Nordeste.


FICHA TÉCNICA:
VASCO 1 X 1 VITÓRIA

Local: Estádio de São Januário, no Rio de Janeiro (RJ)
Arbitragem: Elmo Alves Resende Cunha (GO)
Renda/Público: R$ 327.025,00/ 9.266 pagantes
Cartões Amarelos: Gilberto (Vasco); Willian Farias, Paulinho, Geferson, Kanu (Vitória).
Cartão Vermelho: Euller (Vitória).
Gols: Patric, aos 23, e Nenê, aos 47 minutos do segundo tempo.


VASCO - Martin Silva; Gilberto, Rafael Marques (Jomar), Rodrigo e Henrique; Jean, Douglas, Escudero (Manga Escobar) e Nenê; Kelvin (Muriqui) e Thalles. Técnico: Cristóvão Borges.

VITÓRIA - Fernando; José Wilson, Alan Costa, Kanu e Euller; Willian Farias, Gabriel Xavier (Bruno Ramires) e Cleiton Xavier (David); Patric, Paulinho (Geferson) e Kieza. Técnico: Argel Fucks.

Com informações do Estadão Conteúdo