Trump pede ajuda de aliados para combater 'mau comportamento' da Coreia do Norte

Em entrevista coletiva em Varsóvia, na Polônia, presidente dos EUA prometeu resposta severa ao teste balístico realizado pelos asiáticos nesta semana

Por O Dia

Varsóvia - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pediu, em entrevista coletiva na Polônia, que os países aliados confrontem o que chamou de "mau comportamento" da Coreia do Norte. Trump voltou a afirmar que algo precisa ser feito em relação ao país.

"Estamos considerando algumas coisas muito severas em relação à Coreia do Norte. Mas não vou adiantar quaisquer planos ainda", completou, em coletiva de imprensa em Varsóvia (Polônia), onde se encontrou com o presidente polonês, Andrzej Duda.

Presidente dos EUA voltou a criticar exercícios militares da Coreia do Norte e e pdiu ajuda de aliados para combater ameaças do paísAFP

Na terça-feira, a Coreia do Norte anunciou que havia feito um teste de míssil balístico que teria capacidade de chegar até o Alasca. Os Estados Unidos e a Coreia do Sul reagiram com simulações militares, com o objetivo de intimidar a retórica beligerante de Pyongyang.

Agora, é esperado uma reação mais incisiva do presidente dos Estados Unidos, que está em visita à Europa. Nesta quinta-feira, ele participou da cúpula sobre a Iniciativa Três Mares, na Polônia. Amanhã, Trump vai se encontrar com líderes do G20, em Hamburgo, na Alemanha. 

Investigação em pauta

Durante a coletiva com o presidente polonês, Trump voltou a negar que campanha dele no ano passado tivesse influência da Rússia. Ele discutiu com uma jornalista e criticou a rede americana CNN. De acordo com ele, setores da mídia americana têm sido "desonestos". "Eles produzem fake news", disse. 

"Eu penso que poderia muito bem ter sido a Rússia. Acho que poderiam ter sido outros países. Não serei específico. Mas eu acho que muitas pessoas interferiram", afirmou Trump. 

Pedido a Rússia

O presidente dos EUA aproveitou a ocasião para pedir à Rússia que interrompa as "atividades desestabilizadoras" na Ucrânia e que interrompa apoio a regimes hostis como Síria e Irã.

De acordo com o magnata, os valores do Ocidente, estarião ameaçados por ideologias extremistas e regimes que se apoiam em ferramentas como "propaganda, crimes financeiros e ciberterrorismo".

"Existem ameaças horríveis" ao nosso modo de vida, vamos confrontá-las e vamos vencê-las, afirmou o republicano, citando como exemplo da força de vontade do povo ocidental o Levante de Varsóvia durante a Segunda Guerra Mundial. 

Compromisso com a Otan

Pela primeira vez, Trump afirmou que os EUA vão honrar o Artigo 5 da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), que garante o compromisso de defesa mútua entre países membros. "Meu governo mostrou não apenas com palavras, mas com ações que defende fortemente o Artigo 5 da Otan", disse. Por outro lado, ele voltou a criticar membros da aliança por não investirem dinheiro suficiente ou na velocidade ideal.

Apesar das críticas, o presidente enviou uma mensagem de unidade com a Europa. "O elo entre os EUA e a Europa é forte como sempre", disse. "Deus abençoe nossos aliados. Deus abençoe a América", concluiu. 

Com informações da Agência Estado e AFP

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