Presos em presídio federal ordenaram ataques em SC

Polícia alega que ações são represália de transferidos para o Rio Grande do Norte

Por O Dia

Santa Catarina - O Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) de Santa Catarina informou ontem que a ordem para a onda de ataques a ônibus e policiais iniciada sexta-feira partiu de presos catarinenses ligado ao Primeiro Grupo Catarinense (PCC) que cumprem pena no Presídio Federal de Mossoró, no Rio Grande do Norte. Segundo o delegado Procópio Silveira Neto, a determinação foi passada a visitantes que a retransmitiram para os membros da facção em Santa Catarina.

A confirmação, segundo a polícia, foi feita com a apreensão de uma gravação feita por um detento da Penitenciária de São Pedro de Alcântara. A ordem, gravada em celular, foi repassada a bandidos em liberdade.

Também segundo a polícia, os presos que ordenaram os ataques fazem parte do grupo de 37 transferidos para o presídio potiguar em fevereiro do ano passado, após uma série de ataques semelhantes ao desta semana. Os novos atentados, segundo a polícia, seriam represália às ações contra o PCC e à repressão ao tráfico de drogas no estado.

Em balanço sobre as ações dos criminosos divulgado ontem, a polícia catarinense informou que cresceu para 52 o número de atentados no estado desde a sexta-feira. Na madrugada de ontem, um carro e uma moto de policiais militares foram incendiados em Florianópolis. Além disso, uma guarita do Centro Administrativo do estado foi atingido por 10 tiros por volta das 2h30 e a casa de um agente penitenciário alvejada logo depois da meia-noite.

Foram registrados ataques também em Blumenau, Campos Novos e Camboriú, onde carros e ônibus foram incendiados. Com isso, subiu para 20 o número de cidades onde houve ataques de bandidos. Em Florianópolis, continua suspensa a circulação de ônibus depois das 19h.

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