Índice de confiança do consumidor paulistano cai 15% em março

A marca é a pior desde outubro de 2003

Por O Dia

São Paulo - A confiança do consumidor paulistano atingiu 106,9 pontos em março, queda de 15% na comparação com igual período do ano passado, que chegou a 125,8 pontos. A marca é a pior desde outubro de 2003, quando o registro alcançou 104,7 pontos, segundo pesquisa mensal do Índice de Confiança do Consumidor, da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP). Com relação a fevereiro deste ano, o recuo foi de 5,3%.

De acordo com o critério da pesquisa, iniciada em 1994, em uma escala de zero a 200, sempre que ultrapassa a barreira dos 100 pontos, a percepção é interpretada como otimista. Quando cai abaixo de 100 pontos, o comportamento é classificado de pessimista.

O levantamento tem por base 2,1 milhões de consumidores da cidade de São Paulo, leva em conta a percepção dos entrevistados em relação ao momento atual e também a expectativa de consumo para os próximos três meses.

Conforme a FecomercioSP, o resultado está próximo do limite entre a insatisfação e o otimismo. De acordo com o órgão, desde 2013 verifica-se um comportamento de crescente incerteza tanto em relação ao momento atual quanto no curto prazo. Para a FecomércioSP, até 2005, independentemente das incertezas do momento, havia sempre uma esperança de melhora.

“Os atuais ajustes econômicos, a aceleração da inflação, contenção do crédito e taxas de juros elevadas atingem diretamente a vida financeira dos consumidores e, por tabela, o espaço no orçamento para novas compras,” justificou a assessoria econômica do órgão. Acrescentou que a queda de confiança “parece estar relacionada ao momento de instabilidade socioeconômica em que o Brasil se encontra”.

No período, as duas tabelas que compõem o Índice de Confiança caíram. O Índice de Condições Econômicas Atuais (ICEA) apresentou queda de 5,8% sobre fevereiro, caindo de 109,7 pontos para 103,3 pontos. Comparado ao mesmo mês de 2014, registrou redução de 22%.

Ainda na comparação com fevereiro, o Índice de Expectativas do Consumidor (IEC) recuou 5%, passando de 115,1 pontos para 109,3. Sobre março de 2014, a diminuição atingiu 10%.

Na sondagem sobre o momento atual, as mulheres, com 98,6 pontos, são mais pessimistas que os homens. O receio em relação ao desaquecimento é maior entre pessoas com mais de 35 anos. Neste universo, a confiança caiu 4,8% sobre fevereiro último. Entre os entrevistados do sexo masculino, a confiança caiu de 117,7 pontos para 108,5 pontos, ou seja, 7,8%.

Quanto à percepção sobre o futuro, os destaques foram os consumidores com renda inferior a dez salários mínimos, com recuo de 6% (de 119,7 para 112,5 pontos), e idade igual ou superior a 35 anos, com queda de 6,1% ( de 111,6 para 104,7 pontos).

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