Casal se esconde por 24h em museu e escapa de massacre

Estado Islâmico assume autoria do pior ataque na Tunísia que deixou 23 mortos

Por O Dia

Tunísia - Um casal espanhol escapou com vida ao pior ataque terrorista ao Museu do Bardo, em Tunes, na Tunísia, na quarta-feira, escondendo-se nas imediações do edifício. Cristina, que está grávida de quatro meses, e Jan Carlos foram encontrados ontem, adiantou o ministro espanhol dos Negócios Estrangeiros, José Manuel Garcia-Margallo. “Ela está grávida de quatro meses, o que deixou a situação ainda mais dramática, se é que isso é possível", afirmou García-Margallo.

Casal Jan Carlos e Cristina passou a noite escondido no museu onde 23 pessoas foram mortas a tirosReprodução

Ontem a célula terrorista Estado Islâmico assumiu a autoria do atentado ao museu que deixou 23 mortos, sendo vinte turistas, a maioria estrangeiros. A Tunísia afirmou que irá mobilizar o Exército nas grandes cidades e prendeu nove pessoas ontem, um dia depois de homens armados dispararem contra os turistas no Museu do Bardo.

García-Margallo informou que o casal passou a noite escondido no museu para escapar aos terroristas. “Se esconderam todo esse tempo, sem se atrever a telefonar, porque estavam em um estado de ansiedade e medo característico de uma situação desse tipo”, disse.

Funcionários da embaixada espanhola haviam procurado pelo casal durante a noite em hospitais, hotéis e necrotérios de Túnis até que foi descoberto que eles estavam escondidos no museu.

Outro casal de espanhóis morreu no atentado. Eles viajavam em um navio de cruzeiro para comemorar seus 50 anos de casamento. Era a primeira vez que eles haviam saído da Espanha. O ministro afirmou que enviará um avião a Túnis para transportar os corpos do casal morto no atentado, e que a mesma aeronave estará à disposição dos sobreviventes, caso queiram regressar ao país. De acordo com o ministro, o casal sobrevivente é natural da localidade valenciana de Sueca.

Visitantes japoneses, italianos, espanhóis e britânicos, além de três tunisianos, estão entre as vítimas do ataque, que aconteceu dentro do complexo fortemente protegido do Parlamento do país, que foi praticamente poupado da violência que se seguiu à Primavera Árabe.

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