PMs da ‘Gangue da Calcinha’, que roubavam peças íntimas, são expulsos

Um dos policiais do grupo foi considerado herói há três anos, quando evitou que massacre em Realengo fosse maior

Por O Dia

Rio - Integrantes da chamada ‘Gangue da Calcinha’, conforme O DIA publicou semana passada, os sargentos da Polícia Militar Denilson Francisco de Paula e Elson do Rêgo Brito, que estão presos, foram expulsos da corporação. Denilson ganhou destaque como um dos heróis na tragédia da Escola Municipal Tasso da Silveira, em Realengo.

No boletim reservado da instituição 81, de sexta-feira, o comandante-geral da PM, coronel José Luís Castro Menezes, justificou sua decisão, afirmando que “as ações delituosas (supostamente cometidas pelos policiais) contrariam as normas e regulamentos da corporação, trazendo sérios transtornos e causando reflexos extremamente negativos à imagem institucional”.

De acordo com o boletim, os documentos resultantes da investigação “ratificam, de forma esclarecedora, o esquema formado pelos acusados para o recebimento de vantagens indevidas”. Denilson e Elson, ambos integrantes do Batalhão de Policiamento de Vias Expressas (BPVE), e mais quatro PMs, conforme denúncia feita pelo Ministério Público, sequestraram e roubaram 13 motoristas que transportavam peças íntimas de lingerie da Região Serrana. O grupo, além de extorquir das vítimas de R$ 940 a R$ 9 mil, ainda é acusado de ameaçá-las e levá-las para favelas para serem mortas.

Memorial para vítimas de Realengo

Em clima de forte consternação, parentes e amigos compareceram na tarde de ontem ao Cemitério Jardim da Saudade, em Sulacap, para inaugurar memorial às vítimas da tragédia da Escola Municipal Tasso da Silveira, em Realengo, quando 12 crianças foram mortas por um ex-aluno do colégio, em 2011. A cerimônia contou com a presença do cardeal-arcebispo do Rio de Janeiro, Dom Orani Tempesta, e familiares conduziram os restos mortais de 10 das vítimas para o local.

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