Coronel admite descontrole dos armamentos da polícia

Chefe do Estado Maior Geral Administrativo, Ricardo Pacheco disse que não houve investimento para novos equipamentos

Por O Dia

Rio - “O sistema de controle de armamentos da Polícia Militar nunca funcionou direito”. A acusação foi feita nesta quinta-feira, na CPI das Armas, durante depoimento do coronel Ricardo Pacheco, chefe do Estado Maior Geral Administrativo em 2014, período em que houve mais extravio de armamentos das unidades da corporação, conforme denunciou o DIA em outubro

Na CPI, Pacheco declarou que não houve investimento governamental para novos equipamentos. “Continua tudo como antes, o sistema não roda hoje como deveria rodar. Isso é uma realidade”, completou. “O sistema nunca funcionou direito”.

Ricardo Pacheco foi convocado a depor porque, em depoimento anterior à CPI das Armas, em outubro do ano passado, o atual chefe operacional do Estado Maior, coronel Lima Freire, havia dito que o sistema de material bélico ficou inoperante por falta de alimentação de dados no período em que o coronel Pacheco esteve à frente do setor.

“ O número de armas roubadas só aumenta”, disse o deputado Carlos Minc (PT), presidente da CPI. “Temos um sistema pré-jurássico de controle de armamento. As anotações são manuais e as armas continuam indo para a mão da bandidagem”, completa o parlamentar.

O coronel Pacheco está preso por suspeita de participar em outro esquema de irregularidades — o de desvio de R$ 16 milhões da área de saúde da corporação.

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