Namorada de homem morto em ataque a hospital: 'Não dá para ficar sem você'

Corpo de Ronaldo Luiz Marriel de Souza será enterrado às 14h no Cemitério do Corte 8, em Duque de Caxias

Por O Dia

Ronaldo com a namoradaReprodução

Rio - "Não dá para ficar sem você, amor! Por favor, volta pra mim". O pedido emocionado é da namorada de Ronaldo Luiz Marriel de Souza, 35 anos, o segurança da SuperVia, que foi morreu num ataque promovido por traficantes ao Hospital Souza Aguiar, no Centro, na madrugada deste domingo.

Ronaldo e um amigo, o policial militar Fábio Ferreira da Silva, procuraram atendimento médico na unidade, após briga em boate da Lapa. Ele tinha sofrido apenas um machucado na testa e chegou ao hospital no momento em que bandidos deixavam o local com o traficante Fat Family, que seria o chefe do tráfico do Morro Santo Amaro, no Catete.

O carro de Ronaldo foi atingido por diversos disparos e ele morreu na hora. Fábio foi socorrido no próprio Souza Aguiar, passou por cirurgia e depois foi transferido para o Hospital da PM. Ainda não há informações atualizadas do seu estado de saúde. Na ocasião, o técnico de enfermagem Júlio César dos Santos Basílio também ficou ferido. Encaminhado ao Centro de Tratamento Intensivo (CTI), ele segue na manhã desta segunda-feira internado em estado grave, de acordo com a Secretaria Municipal de Saúde.

No Facebook, a namorada de Ronaldo disse que estava recebendo atenção da família e informou não ter "condições de falar com ninguém". "Me perdoe. Agradeço as orações e o carinho", postou na rede social, onde compartilhou outra mensagem. No texto, dizia: "Tem como se sentir de coração partido, incompleta, atordoada, perdida tudo ao mesmo tempo? Alguém por favor me diga que tudo isso é um terrível engano e que o meu amor está bem?".

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Segundo Vitor Marriel, primo de Ronaldo, ela ficou sabendo da morte do namorado através da Internet. "Ela chegou a ligar para o celular dele sem saber o que havia acontecido e um homem atendeu dizendo que ele havia sido ferido no braço, mas que estava bem. Logo depois, ela viu a notícia na Internet e se desesperou", contou.

O rapaz disse que a mãe de Ronaldo, Maria da Penha Marriel, precisou tomar remédio. "Ela desmaiou quando soube e está à base de calmantes", afirmou. Vitor falou que um dos tiros que atingiu o primo foi transfixante e atravessou o pulmão e o coração de Ronaldo. Ele não soube dizer quantos tiros Ronaldo levou.

O corpo do segurança da SuperVia será liberado do Instituto Médico-Legal (IML) ainda nesta segunda-feira e o sepultamento está marcado para as 14h, no Cemitério do Corte 8, em Duque de Caxias, Baixada Fluminense. Como a família é budista, haverá antes uma cerimônia religiosa fechada.

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