Flerte do Flu com o rebaixamento esquenta após mais uma derrota

Dominado pelo Palmeiras, time é vaiado pela torcida e está a apenas três pontos do Z-4 do Brasileirão

Por O Dia

O flerte do Fluminense com o rebaixamento virou namoro. A derrota por 1 a 0 para o Palmeiras, no Maracanã, ressuscitou uma relação conflituosa, de idas e vindas, com a Série B do Campeonato Brasileiro. Uma relação nada romântica, que parte o coração da apaixonada torcida tricolor, com dor de cotovelo ao ver o time em 12º lugar, a três pontos do Z-4. Para piorar, os comandados de Abel Braga completaram 33 dias de abstinência na competição a última vitória foi sobre o Atlético-MG, por 2 a 1, dia 21 de agosto.

Sem o sol forte que tem aquecido além da conta o coração dos casais enamorados, o jogo, sob clima ameno, começou corrido, com as duas equipes ávidas pelo gol. As defesas, porém, fizeram jogo duro com os atacantes, que tiveram dificuldade para sair do 0 a 0. O Fluminense ainda foi mais insinuante e Léo, aos 17, mesmo timidamente, cabeceou rente ao travessão de Fernando Prass.

Já o Palmeiras, aos 25, se sentiu traído pelo árbitro Anderson Daronco, que ignorou pênalti de Léo em Dudu. Mesmo assim, não deixou de investir no ataque. E se deu bem aos 41, quando Egídio, após rebote da defesa tricolor, mandou a bola no ângulo de Júlio César e fez um golaço.

MELHORA INSUFICIENTE

Irritado, o técnico Abel discutiu a relação com os jogadores no vestiário. A famosa DR fez algum efeito e o Fluminense voltou mais incisivo no segundo tempo. A busca pelo ataque, porém, deixou a retaguarda tricolor exposta e o Palmeiras se aproveitou. Aos 8, Moisés recebeu de Willian e chutou, mas a bola tocou na trave e voltou nas mãos de Júlio César.

O Fluminense deu o troco aos 17, em finalização de Wendel que Fernando Prass fez boa defesa. Pouco para quem jogava em casa, apesar do apoio de apenas 13.145 presentes. Abel, então, decidiu apimentar o jogo. Colocou em ação Marlon Freitas, Wellington Silva e Sornoza, mas o Flu não se tornou mais pegador na busca pelo empate.

Com o artilheiro Henrique Dourado isolado, o Tricolor negava fogo no ataque. Já o Palmeiras se defendia bem e ia com perigo à frente. Aos 38, Juninho quase fez o segundo gol, mas parou em Júlio César. Atônita, a torcida do Fluminense, divorciada da Segundona, vaiou o time e viu renascer as dores de uma reaproximação nada agradável com uma divisão que só lhe trouxe desilusão.

ABEL ASSUME CULPA E ALIVIA OS JOGADORES

O abatimento de Abel Braga pela derrota para o Palmeiras e a aproximação da zona de rebaixamento no Brasileiro contrastavam com a alegria do treinador após a classificação para as quartas de final da Copa Sul-Americana, quinta-feira, contra a LDU, em Quito. Sem meias palavras, ele admitiu que o Fluminense foi dominado pelo time paulista e chamou para si a responsabilidade pelo resultado adverso.

"A responsabilidade é minha. O treinador que não segue sua consciência e sua equipe perde, tem que ser o responsável. Eu sou o responsável pela derrota, apesar de a equipe ter melhorado no segundo tempo", disse Abel Braga, que tirou o peso da culpa dos ombros dos jogadores: "Fomos totalmente envolvidos pelo Palmeiras. Vitória justa deles, não correram riscos, domínio absoluto no início. Mas não vou culpar os jogadores. Errei na escalação e na estratégia."

Galeria de Fotos

24/09/2017 - Campeonato Brasileiro de Futebol 2017 / Brasileirão 2017 - Jogo entre Fluminense (RJ) x Palmeiras (SP), no estádio Mário Filho, o Maracanã, na cidade do Rio de Janeiro. Foto de Alexandre Brum / Agência O Dia Alexandre Brum / Agência O Dia
Artilheiro do Brasileiro, com 14 gols, Henrique Dourado ficou isolado e pouco pegou na bola ontem Alexandre Brum

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