01 de janeiro de 1970
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Levantamento mostra otimismo para o futuro

Em pesquisa com profissionais de RH, 80% apostam em melhorias no mercado

Por O Dia

Os questionários foram aplicados pela Oribá Soluções Criativas no Conarh, maior congresso de recursos humanos da América Latina
Os questionários foram aplicados pela Oribá Soluções Criativas no Conarh, maior congresso de recursos humanos da América Latina - Divulgação

A pesar do cenário desanimador, com taxa de desemprego fixada em 12,6%, o próximo ano promete ser de retomada econômica. É o que acreditam 79,39% dos profissionais de gestão de pessoas ouvidos em uma pesquisa realizada pela Oribá Soluções Criativas, em São Paulo. O levantamento foi feito durante a 43ª edição do Congresso Nacional de Recursos Humanos (Conarh), o maior congresso de recursos humanos da América Latina. A Oribá aproveitou a presença maciça de profissionais gestores de recursos humanos de diversas áreas e ainda os questionou sobre o tema: 'É possível ser feliz no trabalho?'.

Mais de 300 pessoas foram ouvidas e os resultados são bastante otimistas. A pesquisa aponta que 84,54% das pessoas valorizam mais a qualidade de vida do que o salário, e 100% dos entrevistas afirmaram que um bom ambiente de trabalho faz a diferença. Para 99,09%, é possível alcançar a felicidade no trabalho, enquanto 80,30% afirmaram que não é necessário mudar de emprego para ser feliz. "As empresas estão passando por mudanças que afetam fortemente as pessoas: redução do número de colaboradores, corte de verbas, pressão por resultados e metas e, principalmente, incertezas econômicas e alta competitividade de mercado", comenta Rodrigo Cândido, um dos sócios da Oribá. 'É interessante ver que a expectativa é positiva e que não perdemos a confiança no outro".

CONFIANÇA NA RETOMADA

De acordo com Leila Ferraz, também sócia da Oribá, o objetivo de elaborar a pesquisa era justamente medir o quanto as pessoas estão felizes com o trabalho em um momento de turbulência econômica no país. "Muita coisa mudou na forma como nos relacionamos com o trabalho. Isso quer dizer que estamos mais empenhados em dar ao trabalho o espaço que ele merece em nossas vidas, fazendo com que ele seja algo prazeroso e desafiador. Isso com certeza gera felicidade", comenta.

Rodrigo Cândido faz coro no otimismo: "É fundamental que tenhamos um clima favorável para a geração de ideias, resolução de conflitos e a busca pela tão sonhada qualidade de vida, satisfação e crescimento profissional. Essa confiança na retomada é surpreendente e animadora", acredita.

Para Leila, as reformas trabalhistas que vêm sendo implementadas podem ser uma oportunidade. "Parcelas da população vão serão prejudicadas e outras, beneficiadas com as mudanças. Isso vai depender do tipo de relação que as pessoas desenvolveram com o trabalho", comenta Leila.

A amostra do estudo contempla a participação de 311 profissionais de diversos segmentos e setores da economia a partir do pergunta central: 'É possível ser feliz no trabalho?'. A pesquisa foi realizada por meio de um questionário com 10 perguntas. E foi realizada por meio do autopreenchimento pelos participantes na pesquisa.

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