Centro vai pesquisar obesidade

Por O Dia

O Centro de estudos de obesidade da professora Eliete Bouskela terá várias linhas de pesquisa e deve reunir cerca de pesquisadores. Além de estudar as consequências da obesidade no ser humano, o centro vai apresentar propostas inovadoras na luta contra o excesso de peso. "Estamos testando dietas mais palatáveis para os pacientes", revelou a cientista. Ela cita como exemplo os jejuns intermitentes. "A pessoa passa 24 horas sem comer, de três em três dias, por exemplo. Ninguém morre por causa disso", afirma. Segundo a professora, o maior desafio do obeso é aprender a comer com moderação.

Foi dada largada para folia carioca

selocarnaval2018 - arte o dia
2018-01-07 - Encontro dos blocos na abertura do carnaval nao oficial do Rio de janeiro na praca XV. Protesto de Edson Leite contra o presidente Temer. - Marcio Mercante / Agencia O Dia
O casal Adriana Chacon e Carl Maas: os gringos caem no samba - Marcio Mercante / Agencia O Dia
A Orquestra Voadora saiu da Praça Marechal Âncora e seguiu até a Praça 15 - fotos Marcio Mercante / Agencia O Dia
Encontro de blocos marcou a abertura do carnaval não oficial do Rio. Entre eles estava o Mulheres Rodadas - FOTOS Marcio Mercante
Figurinos caprichados e maquiagem com brilho foram destaques - Marcio Mercante / Agencia O Dia
Foliã vestiu biquíni de fita isolante como o de Anitta em 'Vai Malandra' - Fernando Frazão / Agência Brasil

Nem mesmo o tempo nublado, com ameaça de chuva, espantou os foliões que se reuniram, na tarde de ontem, para a 'Abertura do Carnaval não oficial' do Rio. Ao todo, 17 blocos se concentraram em diferentes pontos do Centro e partiram em desfile até a Praça 15, onde aconteceu o grande encontro de todas as agremiações.

"Este é um movimento do Carnaval livre. Não precisamos de autorização para ir às ruas brincar. A ocupação do espaço público pelos blocos é legítima, e faz parte da história do Carnaval do Rio", defendeu Eduardo Pereira, um dos responsáveis pela Desliga dos Blocos, que organizou o evento.

No Passo Imperial, a Bateria Insana deu início à folia por volta das 14h. À frente dos ritmistas, a rainha Verônica Caldez, de 42 anos, convidava todos a entrar no clima festivo.

Pela primeira vez no Carnaval do Rio, o casal Adriana Chacon e Carl Maas, ambos de 48 anos, veio da Carolina do Sul, nos Estados Unidos, e caiu no samba guiado por Verônica. A publicitária Adriana, que nasceu em Cali, na Colômbia, até que demonstrou certa habilidade com os pés. "Estou acostumada com a salsa, que não difere muito do samba na forma de dançar", justificou.

Carl Maas, quando perguntado sobre as primeiras impressões da folia carioca, colocou as duas mãos sobre o peito e simulou sinal de palpitação. "Meu coração está pulando de alegria aqui dentro. Esta festa é mesmo muito contagiante. Creio que não haja nada igual no mundo", comentou o psicólogo.

O casal de estrangeiros chegou ao Rio no dia 2 de janeiro e alugou um apartamento no Leblon. No mesmo dia, um grupo de quatro amigos uruguaios também chegou à cidade para curtir o Carnaval. Ontem, dois deles acompanharam o encontro dos blocos na Praça 15. O garçom Jorge Richard Garcia, de 45 anos, era um dos mais animados de toda a praça. "Nós vamos ao Sambódromo também, mas a nossa maior expectativa é conhecer os blocos de rua e ter contato com as pessoas. É impressionante como elas não tiram o sorriso do rosto", disse Garcia, que alugou um apartamento com os amigos em Copacabana.

Perto dali, na Praça Marechal Âncora, enquanto a Orquestra Voadora se preparava para o desfile, o técnico de enfermagem Edson Santos, de 49 anos, circulava entre o público com uma placa presa a um bastão de selfie, com a frase 'Tem que manter isso, viu?'. Era uma referência à conversa entre Michel Temer e o empresário Joesley Batista, do grupo J&F gravação que levantou suspeitas de corrupção sobre o presidente. "Até agora, os investigadores não explicaram o real significado da frase. O que tem que ser mantido é o bom funcionamento dos hospitais e escolas", disse o folião.

O desfile das Mulheres Rodadas também teve uma dose de protesto, que apareceu no lema 'O futuro é feminista', estampado na fantasia de uma ritmista, e nos versos 'Não espero o Carnaval para ser vadia. Sou todo dia'. "Nesse caso, tiramos a carga pejorativa do termo 'vadia', que aqui significa liberdade de agir em todos os sentidos", disse Luisa Scofano, de 25 anos.

Comentários

Últimas de Rio de Janeiro