PSDB no muro: Temer divide tucanos

Aécio e Alckmin, ambos presidenciáveis, não querem que o partido aceite cargos num eventual governo Temer

Por O Dia

Aécio Neves não quer PSDB com cargos num eventual governo TemerDivulgação / Agência Senado

Brasília - Dividida sobre a participação em um eventual governo Michel Temer, a cúpula do PSDB criou até um grupo no WhatsApp para que os 37 integrantes da direção executiva da legenda debatam internamente a questão. A sigla marcou para 3 de maio a decisão final sobre o tema.

O alto tucanato está rachado sobre o assunto. O senador José Serra (SP) e seu grupo político — que inclui o ex-presidente Fernando Henrique — pressionam o partido pela participação na gestão Temer. “Seria bizarro o PSDB ajudar a fazer o impeachment de Dilma e depois, por questiúnculas e cálculos mesquinhos, lavar as mãos e fugir a suas responsabilidades com o país”, escreveu Serra, em sua página no Facebook.

Do outro lado, o senador Aécio Neves e o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, ambos presidenciáveis, não querem que o partido aceite cargos num eventual governo Temer.

Nesta segunda-feira, Aécio Neves voltou a afirmar que o apoio do PSDB a um eventual governo Temer não está condicionado a cargos. “Não pedimos cargos, pedimos compromissos com as propostas. A distribuição de cargos não é a questão central para o PSDB”, afirmou o senador mineiro e presidente nacional do PSDB. Ele se comprometeu a entregar a Temer uma agenda de ações que considera “emergenciais para a recuperação do país”.  A iniciativa irritou o vice-presidente do PSDB, Alberto Goldman. Em indireta às ambições presidenciais de Alckmin e Aécio, Goldman disse que, nesse momento, o ano de 2018 “não pode estar no horizonte”. 

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