Alunas do Mackenzie espalham cartazes contra machismo em universidade

Faixas reúnem frases que as jovens já ouviram de professores e estudantes em salas de aula

Por O Dia

Alunas dos cursos de Arquitetura e Design da Mackenzie espalham cartazes com frases machistas ditas por professoresReprodução Facebook

São Paulo - "Você cortou o seu cabelo? Seu namorado deixa?". "Se ela aguenta essa mochila, imagina o que ela não aguenta". "Você fala muito palavrão, isso não é coisa de menina". Estas são algumas das frases já ditas por professores e estudantes às alunas dos cursos de Arquitetura e Design da Universidade Presbeteriana Mackenzie, em São Paulo. Para denunciar o problema, as jovens colaram pela faculdade, nesta semana, diversos cartazes com os comentários machistas já ouvidos nas salas de aula.

De acordo com as integrantes do Coletivo Zaha, que preferiram responder em conjunto sem uma identificação individual, as faixas abriram espaço para a discussão do problema dentro e fora da universidade.

A campanha também ganhou adesão na Internet com a hashtag "#EsseÉMeuProfessor". "Ampliou o debate e deu voz às alunas que se sentiram mais à vontade de compartilhar seus relatos", afirmaram. 

No Facebook, as organizadoras explicaram que a ação não teve o objetivo de expor e nem ameaçar os professores. "De maneira nenhuma generalizamos o machismo entre os professores da faculdade, da mesma forma que não o consideramos pontual e exclusivo do professor", completaram.

Em nota, a universidade disse que "demonstra preocupação com o tema e a importância da discussão sobre intolerância no Brasil hoje". A assessoria de imprensa do Mackenzie contou ainda que em maio será organizado um seminário sobre gênero e preconceito.

"O Mackenzie orgulha-se por formar cidadãos críticos e atuantes, que discutem os problemas do dia a dia da sociedade. Também respeita a liberdade de pensamento e o debate democrático, presente entre as milhares de pessoas que transitam todos os dias pelos seus campus", destacou.

Alunas do Mackenzie espalham cartazes contra machismo em universidadeReprodução Facebook


Últimas de Brasil