Segundo perícia, criança morta em perseguição não teria atirado em PMs

De acordo com a Polícia Civil, cena do crime foi alterada; Polícia quer ouvir agentes envolvidos ainda nesta semana

Por O Dia

São Paulo - A perícia que apura a morte de um menino de 10 anos  em uma perseguição policial no Morumbi, na Zona Sul de São Paulo, apontou que a cena do crime foi alterada pelos PMs. De acordo com os primeiros resultados, não há indícios de que tenham sido feitos disparos de dentro do carro que o menino dirigia. 

Criança chegando á delegacia após comparsa%2C de 10 anos%2C ser morto pela PMReprodução / TV Globo

Segundo a perícia, o carro roubado pelos garotos foi revirado revirado e o corpo da vítima baleado havia sido mexido. A arma que um deles teria usado para atirar nos policiais não estava no local, foi recolhida pela PM e levada ao Departamento de Homicídios.

Uma testemunha que que é ouvida no caso mudou sua versão e afirmou no Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) que não sabe dizer de onde partiram os tiros que ouviu. Ele mora na região, perto do local onde os meninos bateram o carro. O depoimento durou quatro horas, mas não eliminou as dúvidas dos investigadores.

Carro roubado pelos menoresReprodução / TV Globo

O DHPP responsável pela investigação quer ouvir os policiais envolvidos ainda nesta semana. Depois de uma semana de investigações, a polícia não tem certeza se a ação dos PMs foi legítima ou se houve uma execução. O depoimento dos quatro agentes envolvidos neste caso está marcado para esta sexta-feira. Depois, a polícia deve marcar a reconstituição. A mãe do menino, de 10 anos, que morreu durante a perseguição prestou depoimento no Departamento de Homicídios.

O garoto, de 11 anos, que sobreviveu deu três  versões diferentes sobre o que aconteceu. Na última, ele falou a uma psicóloga que o amigo não estava armado.

O DIA procurou a assessoria de imprensa da Polícia Militar de São Paulo para comentar o laudo pericial. De acordo com a instituição, ela não vai comentar o caso pois não tem ciência do resultado preliminar divulgado pela Polícia Civil.

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