Por thiago.antunes
Brasília - Sem imaginar que o dia terminaria com o afastamento do aliado – mas desafeto – Renan Calheiros, o presidente Michel Temer fez questão de chamar todos os líderes da base ao Palácio para ouvir pontos da reforma da Previdência Social, que chega oficialmente nesta terça-feira no Congresso Nacional.
A demonstração de apoio político foi também um recado ao mercado, que desconfia por natureza e cada vez mais da capacidade do governo em reverter a recessão econômica. Entretanto, apesar das explicações do governo, muita gente saiu da solenidade preocupada. E não é para menos, o contribuinte não está com muita paciência.
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Adeus, Renan
A família Viana ficou especialista em suceder Renan Calheiros. Em 2007 foi Tião – hoje Governador do Acre – e agora o senador Jorge. Ambos do PT.
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Estrategista
O ministro Marco Aurélio foi elogiado internamente no STF por soltar a decisão monocrática de afastamento de Renan após o fechamento das Bolsas no mercado.
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Sinais
O Planalto elabora outras estratégias para o “combo” que o mercado espera ver aprovado nos próximos meses. Para sensibilizar a classe, estuda um segundo encontro do chamado “Conselhão”, integrado por figuras importantes do PIB nacional.
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Tamo junto
Cúpula do PSDB faz coro em favor do governo Temer. Jura em nota que apoia a equipe econômica, cita a gravidade do momento e a “irresponsabilidade dos governos anteriores”.
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Demanda é grande
O INSS começou a chamar nesta semana 150 candidatos aprovados no concurso de 2015. É um reforço no atendimento para os pedidos de aposentadoria, cada vez maiores por conta do medo da reforma previdenciária.
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Operação abafa
O deputado Rodrigo Maia (Dem-RJ) cedeu a pressão dos colegas e mandou os veículos da Casa “explicar melhor” o projeto das medidas contra a corrupção numa série de entrevistas com os líderes. Aprovado na calada da madrugada da quarta-feira passada, o texto provocou a indignação da opinião pública, do Ministério Público e do Judiciário.
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Loucademia
Sugestivo o nome do grupo do WhatsApp dos agentes legislativos do Senado e da Câmara após as últimas trapalhadas da trupe de segurança do parlamento: “Loucademia de Polícia”.
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Humildade é tudo
Edson Celulari, que se curou de um câncer, morou dois meses em Abadiânia (GO). Discreto, o artista global frequentou a Casa Dom Inácio de Loyola, do médium João de Deus, como qualquer mortal.
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Visitas
A Embratur está otimista com o verão que se aproxima. A previsão é de que aja um crescimento de 11% no número de turistas estrangeiros.
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Mais esta
Em Pernambuco, motoristas de caminhões pipa estão parados, porque não recebem o que é de direito do governo estadual. A situação agrava o flagelo provocado pela seca, que atinge 23 milhões de nordestinos.
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Lado do poeta
O intelectual Ferreira Gullar foi um feroz crítico do PT, de Lula da Silva e de Dilma Rousseff. Ele, certamente, não era um fingidor, como escreveu Fernando Pessoa em seu poema “O que é um poeta?”
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Pente fino
O prefeito eleito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PHS), tem prazo de 15 dias para reapresentar sua prestação de contas. A justiça eleitoral não encontrou consistência na 'comprovação de gastos' de R$ 2,2 milhões.
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Diploma ameaçado
O prazo já começou a contar segundo determinação do juiz eleitoral Delvan Barcelos Júnior. As contas glosadas podem criar sérios embaraços à diplomação e à posse, assim como acontece nas contas de Zenaldo Coutinho, do PSDB de Belém.
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Conta negativa
Prefeito eleito de Ribeirão Preto, o deputado Duarte Nogueira (PSDB-SP), está preocupado com o futuro na prefeitura, que deve R$ 2 bilhões - quase o orçamento de 2017, de R$ 2,9 bilhões.
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Na praça
Nogueira foi eleito na quarta tentativa, depois de perder as eleições para Antônio Palocci (PT) e Darcy Vera (PSD), ambos presos por corrupção. A atual prefeita foi enquadrada na semana passada, acusada de desvios de R$ 200 milhões.
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Ponto Final
Do seu Angico, no Rio Grande do Norte, o ex-ministro Aluízio Alves disse que a única coisa que “ungia” político era o voto. É o que espera seu filho, Henrique Eduardo Alves, em 2018.
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Coluna de Leandro Mazzini