Com 44 mil pessoas afetadas, municípios de PE contabilizam prejuízos após chuvas

Ao todo, são 23 municípios atingidos, sendo 14 em estado de calamidade pública, além da cidade de Caruaru

Por O Dia

Recife - Passado o período mais intenso das chuvas que atingiram a Zona da Mata Sul e parte do Agreste de Pernambuco, os municípios afetados deram início à recuperação das cidades e contabilizam prejuízos, que vão desde comunidades isoladas à destruição de casas, comércios e prédios públicos. O governo estadual atualizou o número de desabrigados e desalojados para 44,8 mil pessoas.

Em todo o estado, são 2.656 desabrigados, que perderam suas casas e foram alocados em prédios públicos, além de 42.145 desalojados, que precisaram sair de suas casas temporariamente e estão em residências de parentes e amigos. Além disso, há três mortes e dois desaparecidos em razão das chuvas. Ao todo, são 23 municípios atingidos, sendo 14 em estado de calamidade pública, além da cidade de Caruaru, que decretou estado de emergência e aguarda reconhecimento do governo estadual.

Pernambuco registra 23 cidades afetadas pelas chuvas. O governador Paulo Câmara sobrevoou hoje as regiões atingidasDivulgação Governo do Pernambuco

Entre as cidades mais afetadas está Ribeirão. O Rio Amaraji subiu 2 metros além do seu limite máximo, o que fez transbordar o afluente de mesmo nome da cidade, Ribeirão, que invadiu as ruas. De acordo com o secretário de Infraestrutura municipal, Flávio Henrique Lima, das 30 escolas existentes, 22 foram danificadas. As restantes estão sendo utilizadas para abrigar cerca de 4 mil pessoas que precisaram sair de suas casas. Além disso, sete postos de saúde estão prejudicados e 28 acessos à zona rural estão obstruídos, com comunidades parcial ou totalmente isoladas. Um deles é o distrito Vila Aripibu, cuja ponte de acesso foi danificada e só restou uma passagem para pedestres, que ainda assim está insegura. Em áreas de encostas houve deslizamentos de barreiras.

“Até o momento o estado disponibilizou bombeiros, enviou kits com colchões, alimentação, agasalho e cestas básicas. E rolos de lonas para colocar nas escolas. Mas estamos precisando também de recursos financeiros para fazer as obras de recuperação. E as casas precisam ser realocadas para um local mais seguro”, afirma o secretário. Sobre as ações de prevenção que foram empregadas desde a última grande cheia, em 2010, ele informou que foi realizada a dragagem do rio e serviços de contenção nas encostas, “mas esses serviços não foram suficientes para segurar” a nova enxurrada, segundo o gestor.

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