Três faturas na conta da presidente

Dilma Rousseff terá que decidir vetos sobre medida provisória e projetos de lei que contrariam interesses populares

Por O Dia

Nas próximas duas semanas, a presidente Dilma terá que decidir se veta artigos de uma medida provisória e dois projetos de lei que contrariam interesses populares num momento delicado de perda de apoio. A MP 670 incorporou emenda que concede isenção do pagamento de imposto de renda a professores do curso médio na compra de livros didáticos. A Lei dos Caminhoneiros, também à espera de sanção, abriga a dispensa de PIS e Cofins no abastecimento de óleo diesel, o que poderia representar perda de arrecadação de R$ 1,5 bilhão por mês. Mais desconfortável é o reajuste médio de 59,5% dado aos servidores do Poder Judiciário na terça-feira, com impacto financeiro negativo de R$ 25,7 bilhões nos próximos três anos. Três faturas com elevado custo político.

O feiticeiro Cunha

Dois técnicos legislativos da oposição dizem que Eduardo Cunha foi, sim, autor de uma manobra, não de uma ilegalidade por ter posto em votação, pela segunda vez, em poucas horas, um texto derrotado sobre redução da maioridade penal. O regimento proíbe repetir votação de matéria votada, mas de uma votação constam o substitutivo, texto original, emendas. Rejeitado foi substitutivo. Cunha voltou ao assunto com uma emenda de redação diferente. Fez o mesmo na reforma política e a gritaria demorou 24 horas. Tratava-se de manter o financiamento de campanha, que todo deputado precisa.

Disputa na ANP

Ganha força o nome do engenheiro Guilherme Papaterra para ocupar uma vaga de diretor na Agência Nacional do Petróleo (ANP). Especialista em pré-sal, ele tem o apoio dos funcionários. Está na casa há 13 anos. Domina a área regulatória, item que está em questão no momento em que se discute a revisão do sistema de exploração.

Bicadas tucanas

A convenção do PSDB de domingo espelhará a disputa prévia pela escolha do candidato do PSDB à Presidência da República em 2018. Os últimos movimentos foram feitos pelo governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, que pôs na executiva nacional um operador político de sua confiança e exibiu músculos na reunião regional. Aécio Neves respondeu lançando suas viagens pelo Brasil, mas o que ressoa no ambiente tucano é a investida de Alckmin. O senador mineiro vai aproveitar a festa para deixar claro que o protagonista é ele e apresentar-se como político do diálogo que uniu o partido.

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