Vargas tem até amanhã para renunciar e evitar processo no Conselho de Ética

O vice-presidente licenciado da Câmara é acusado por envolvimento com o doleiro Alberto Yousseff

Por O Dia

Brasília - Se pretende descartar qualquer possibilidade de cassação do mandato, o vice-presidente da Câmara, o deputado licenciado André Vargas (PT-PR) tem até as 14h da próxima quarta-feira para renunciar. O prazo apertado para a decisão do parlamentar acusado envolvimento com o doleiro Alberto Yousseff ficou definido quando o presidente do Conselho de Ética, deputado Ricardo Izar (PSD-SP), marcou reunião para instaurar o processo e definir o relator do caso.

A partir da abertura do processo, não há como interromper as investigações, que irão até conclusão do caso em até 90 dias. A expectativa é que o parecer seja apresentado antes do prazo final para que, em plenário e por voto aberto, os outros deputados votem a favor ou contra a decisão do colegiado. Ricardo Izar espera concluir o processo antes do recesso parlamentar de julho.

O deputado André Vargas (PT-PR) se diz amigo do doleiro Alberto Youssef há mais de 20 anos e diz desconhecer qualquer irregularidadeGustavo Lima/Câmara dos Deputados

A escolha do relator do caso será feita pelo presidente entre três nomes sorteados entre os 21 membros do Conselho. A função poderá ser assumida por qualquer dos parlamentares, desde que não estejam ligados ao PT, por ser o partido do acusado, ou às legendas PSDB, DEM e PPS, que apresentaram as representações contra Vargas.

André Vargas pode ser investigado também pela Corregedoria da Câmara que recebeu, na noite de ontem, uma representação encaminhada pelo PSOL. Caso opte pela investigação, o corregedor, deputado Átila Lins (PSD-AM), pode notificar Vargas e outras testemunhas para apresentar esclarecimentos em cinco dias. Depois, Lins terá 45 dias para concluir o processo e encaminhar parecer para o Conselho de Ética.

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