Histórias contadas em detalhes

Exposição resgata a memória de antigos prédios cariocas através de seus ornamentos

Por O Dia

Rio - Para quem observa a arquitetura antiga do Rio, cada detalhe é um flash. Esse é o lema do fotógrafo e historiador Luiz Eugênio Teixeira Leite, que resolveu levar isso ao pé da letra. Ele saiu pela cidade munido de sua câmera e documentou vários símbolos e alegorias incrustadas em diversos edifícios, percebendo que cada um representava uma parte de nossa história e cultura. O resultado pode ser visto a partir de hoje, no Centro Cultural Correios, através das 36 imagens da mostra ‘O Rio Que o Rio Não Vê’. 

Esculturas da Agência Central dos Correios, na Rua Primeiro de MarçoDivulgação


“Antigamente os ornamentos dos prédios representavam uma arquitetura falante, por si só, eles contavam uma história. É possível resgatar a história de cada prédio a partir dos símbolos e detalhes de suas fachadas”, conta Luiz Eugênio. No Theatro Municipal, por exemplo, todos os ornamentos fazem referência às artes, principalmente à música. Em diferentes endereços do Centro, o fotógrafo encontrou muitas imagens referentes à maçonaria, como o esquadro e o compasso.

“Mercúrio é o deus do comércio e, se você reparar, vai ver um homem com um capacete alado em vários sobrados antigos do Centro. Provavelmente, nesses lugares funcionou algum tipo de loja”, explica ele, que lamenta a abolição dessa prática na nossa arquitetura atual.

“Até o Art Déco, na década de 30, ainda havia essa ideia da arquitetura falante, mesmo que reduzida. Mas com a chegada do modernismo, essa ornamentação acabou de vez”, detalha o historiador, que, na mostra, também explica cada símbolo que foi fotografado.

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