Lançando DVD, Titãs negam terem repreendido manifestação durante show

'A gente não repreendeu ninguém, mas nesse clima de polarização você acaba sendo arrastado. As manifestações, têm discursos muito disparatados', diz o titã Paulo Miklos

Por O Dia

Rio - ‘Na verdade a gente não repreendeu ninguém, mas nesse clima de polarização você acaba sendo arrastado. As manifestações, como as do dia 16, têm discursos muito disparatados, muita coisa estranha acontecendo”, diz o titã Paulo Miklos. A afirmação vem após portais governistas terem elogiado a banda por ter supostamente ‘repreendido’ o público que gritou “fora Dilma” (a presidenta Dilma Rousseff) num show do grupo em Cuiabá (MT). É o mesmo clima apartidário que eles querem manter no show de lançamento do DVD ‘Nheengatu — Ao Vivo’, neste sábado, no Circo Voador.

Mascarados para ‘Nheengatu’%3A Miklos (E)%2C Branco%2C Britto e Bellotto Divulgação

“Acho ótimo as pessoas se manifestarem. Mas temos posições políticas diferentes dentro da banda. Nossa ideia foi não transformar aquele coro na coisa principal do show, nem dar espaço para que virasse palanque. Seguimos tocando. Em alguns lugares, a cena saiu montada, mostrando que era um público que estava no camarote etc. Nem foi bem daquele jeito”, completa o guitarrista Tony Bellotto. “Eu sou um cara crítico ao governo, mas não me identifico com quem pede intervenção militar. Não pode cair no estereótipo.”

Transformados em quarteto (Tony, Paulo, Branco Mello, Sergio Britto, mais o baterista convidado Mario Fabre), os Titãs estão numa fase bastante crua, mostrando no DVD e no show letras críticas como as de ‘Mensageiro da Desgraça’, ‘Pedofilia’ e ‘Cadáver Sobre Cadáver’. “Queremos falar de coisas que nunca foram faladas. De pedofilia, por exemplo, pouca gente fala, e nós transformamos o tema numa canção”, diz Toni.

Gravado no Audio Club (São Paulo) em abril, o DVD abre com os Titãs mascarados como no clipe de ‘Fardado’, e a cena se repete no Circo Voador. “Tivemos que nos adaptar às máscaras porque elas são coladas ao rosto. No começo, era difícil até para respirar”, brinca Paulo.

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