Sururu na Roda lança DVD gravado no Japão

Apresentação aconteceu durante turnê realizada em 2014 e passou por 20 cidades japonesas

Por O Dia

Rio - O Sururu na Roda deu um ataque banzai no Japão. O trio de samba passou 45 dias no país em 2014 e fez 22 shows em 20 cidades. E a apresentação no Kanagawa Prefecture Hall, em Yokohama, em dezembro de 2014, acaba de gerar o DVD ‘Sururu Made In Japan’, que eles lançam quarta-feira no Teatro Rival.

Trio conferiu a cena de escolas de samba do JapãoDivulgação

A cantora, cavaquinista e bandolinista Nilze Carvalho, que divide o grupo com o irmão Silvio Carvalho (voz, percussão e cavaquinho) e Fabiano Salek (voz, percusssão), só não tem certeza se os japoneses entenderam o significado do nome de seu grupo. “Alguns tradutores que tivemos definiam ‘Sururu’ como ‘bagunça organizada’. Ou como ‘reunião de estudantes’”, brinca Nilze. Ela já é bastante acostumada com o país: morou no Japão com a família entre 1991 e 1997, para trabalhar como musicista na noite nipônica. Lá, conheceu o idioma, os costumes japones e fez amigos.

Na época, o Sururu nem existia: poucos anos antes, ela e Silvio haviam aparecido no ‘Fantástico’ tocando bandolim e cavaquinho no quadro ‘Criança Prodígio’. “Comecei a tocar profissionalmente com 15 anos e viajo com shows desde essa época. Lembro que fomos primeiro eu e meu pai, depois meu irmão passou uma temporada grande por lá. Na época, tinha até um grupo de samba no Japão chamado Cacique Bêbado”, lembra Nilze.

E os shows? Bom, inicialmente formais e contidos durante as apresentações, os japoneses foram relaxando e arriscaram uns passinhos. Japonês tem suíngue, Nilze?

“Tem muito japonês que sabe sambar, sim! Mas isso nem importa. O legal foi ver todos saindo felizes do show. O japonês tem uma paixão muito grande por música brasileira. Eles estão sempre ligados. Há escolas de samba no Japão. Numa cidade teve até um grupo de músicos japoneses que tocou com a gente”, conta a cantora. 

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