Blocos usam criatividade e dinheiro do bolso para driblar crise em orçamentos

Com desfiles que giram em torno de R$ 30 mil, os blocos Exalta Rei e Toca Raul decidiram se unir para o Carnaval

Por O Dia

Rio - Botar o bloco na rua está cada vez mais caro e, ao mesmo tempo, o dinheiro para a festa nunca andou tão escasso. Entre palco ou carro de som, estrutura sonora, músicos e manutenção de instrumentos, ensaios, segurança e outros itens que compõem um bloco de carnaval, os integrantes têm que sambar muito para fechar as contas - constantemente tirando dinheiro do próprio bolso.

“O aumento dos custos é reflexo do aumento da popularidade do carnaval de rua”, explicou Rita Fernandes, presidente da liga de blocos de rua Sebastiana. Ela conta que a multiplicação dos grupos de médio porte fez com que a captação de recursos ficasse mais difícil. Por isso, terão que se reinventar para continuar desfilando.

E foi isso que aconteceu este ano. Com desfiles que giram em torno de R$ 30 mil os blocos Exalta Rei e Toca Raul decidiram se unir para desfilar. Já o Cordão do Boitatá lançou um Livro de Ouro para custear um déficit de R$ 40 mil em suas contas. Outros lançaram mão da modernidade: o Me Beija Que Sou Cineastas juntou-se ao Amigos da Onça para criar campanhas de financiamento coletivo na internet. Destes, apenas o último conseguiu atingir sua meta, mas mesmo assim ambos vão desfilar.

Os blocos Vem Ni Mim Que Sou Facinha e Bloco Cru tiveram que cancelar seus desfiles. “Mesmo com todas dificuldades esse ano temos um número recorde de blocos.”, declarou a presidente da liga Sebastiana.

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