'Não tenho a menor pretensão de ser como meu pai', diz filha de Silvio Santos

Em entrevista à revista 'Tpm' de maio, Patrícia Abravanel fala sobre carreira no SBT e relembra sequestro em 2001

Por O Dia

Rio - Patrícia Abravanel foi expulsa da escola, começou e largou três faculdades, morou fora do Brasil, já foi casada com o filho de um pastor e, foi sequestrada e passou sete dias em cativeiro. Em entrevista à revista "Tpm" deste mês, a apresentadora relembra momentos marcantes da vida e fala sobre seu futuro na televisão. Desde 2013 à frente de um dos programas mais bem-sucedidos do SBT ela garante: “Não tenho a menor pretensão de ser como o meu pai. Até porque seria impossível. Não existe receita para ser Silvio Santos."

Patrícia estampa a edição de maio da 'Revista TPM'Gabriel Rinaldi - Revista Tpm


Sobre substituir o pai no SBT a resposta é rápida. “Não tenho a menor pretensão de ser como ele. Até porque seria impossível. Não existe receita para ser Silvio Santos. Ele tem um brilho especial. Quanto a mim, sou só um pouquinho dele na televisão”, conta.

Ainda na entrevista, Patrícia fala sobre o episódio do sequestro que ela sofreu em 2001. Na ocasião, ela foi raptada em sua casa por bandidos disfarçados de carteiros e ficou sete dias em cativeiro: “No sequestro eu tive uma experiência de fé muito forte. Fiquei firme e em paz porque tinha certeza de que iria sair bem. E não teve nada de síndrome de 'Estocolmo' (quando a vítima passa a sentir amizade ou amor pelo agressor/ sequestrador), como foi falado na época. As pessoas acharam isso só porque declarei que havia perdoado os sequestradores. E perdoei mesmo. Perdoar faz bem para quem perdoa. Óbvio que fiquei com medo, mas imagina ficar amarga por causa disso? Deus me livre.”

Apesar de ser filha do dono do SBT, a apresentadora já passou por dificuldades financeiras e diz que aprendeu com isso. “Quando casei pela primeira vez, fui morar em um apartamentico de 90 metros quadrados. Meu quarto na casa dos meus pais era maior. Mas era o que o meu marido podia bancar. E eu vivia com o meu salário, que na época era de R$ 2 mil. E quer saber? Foi a melhor coisa que ele fez. Na época eu não entendia. Hoje, acho o máximo”, comenta a filha do 'Patrão', que fala ainda sobre interesse nas empresas de Silvio.

Mesmo com toda a paixão que Patrícia demonstra pelo cargo atual, não esconde que o seu interesse maior é o sucesso das empresas como um todo: “A prioridade é o Grupo Silvio Santos. Estou feliz, gostando demais de ser apresentadora, amo o público. Mas se não der certo, se a minha atuação não estiver dando resultado, eu paro. Isso é apenas a minha profissão, não é a minha vida. O que eu quero é levar o legado do meu pai adiante. E se isso vai acontecer na frente ou por trás das câmeras, só o tempo dirá.”

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