Mateus Solano encarna os trejeitos do adorável pecador Félix

'Amor à Vida’ chega ao capítulo 100 e intérprete do vilão relembra suas cenas favoritas

Por O Dia

Rio - O centésimo capítulo de ‘Amor à Vida’ vai ao ar nesta quinta-feira, e o intérprete de Félix, Mateus Solano, comemora a consagração do personagem. Há até quem diga que, fora dos estúdios do Projac, Mateus não consegue largar os trejeitos do vilão. O ator discorda. “Às vezes, faço uns trejeitos e as pessoas falam que estou gesticulando como o Félix, e eu digo: ‘Essa pinta não é do Félix, é do Mateus mesmo’”, brinca ele, aos risos. “Isso vai muito do imaginário das pessoas, é muito louco fazer novela das 21h”.

A verdade é que Félix tem tomado muito tempo do ator, mas nada que possa ser considerado um sacrifício. “O ônus é o bônus. Faço o que gosto. Por isso, não me importo de trabalhar bastante. No início, fiquei estressado, definhei e emagreci muito. Mas, ao mesmo tempo, é um superexercício viver um personagem como esse. Dá jogo de cintura para o ator”.

Félix%2C um adorável pecadorDivulgação

Já no primeiro capítulo, Félix colocou as asinhas de fora e mostrou o que iria aprontar. Resultado? Virou o queridinho do público por sua forma debochada de ver a vida. “Walcyr faz bichas muito espertas!”, diverte-se. “Ele é o gatilho de muitas situações na trama. Solta piadas em momentos de fragilidade e é escroto com os outros em momentos alegres. Isso faz dele ser tão detestável quanto amável”, avalia Mateus.

Ao falar de suas cenas favoritas até o momento, Mateus seleciona duas: aquela em que o pai, César (Antônio Fagundes), fica sabendo que ele é gay e a em que Atílio (Luis Mello) descobre suas falcatruas no hospital.

“Graças a Deus, tenho gostado de muitas cenas, porque sou bem crítico. Mas a sequência com o Fagundes achei bem importante por ser um assunto novo para o público, e a gente fez isso muito bem. Já a cena com o Atílio eu gostei bastante. Foi a primeira vez que vi a psicopatia do Félix ao vivo. Ao se ver encurralado, ele baixou a cabeça e depois olhou para o Atílio pedindo desculpas, disse que se sentia rejeitado. Naquela cena, eu percebi que ele também poderia ser teatral e que eu poderia trazer um pouco do que aprendi no teatro para ele”.

Chegar ao capítulo 100 de uma novela das 21h com total aceitação do público é motivo de comemoração. Mateus Solano festeja o sucesso. “Essa novela tem sido muito bacana como um todo. O público tem respondido lindamente e eu credito o sucesso à equipe. É uma supervitória. Vivemos cada capítulo como se fosse o primeiro. Mas acredito que a aceitação maior seja por conta da velocidade com que as tramas se desenvolvem. Sinto um carinho do público com a gente. Vejo muitas novelas que tendem a ser realistas demais e, quando acontece algo absurdo ou fora da realidade, as pessoas ficam indignadas. Mas essas pessoas não ficam indignadas quando algum possível absurdo acontece em ‘Amor à Vida’, porque entendem a linguagem”.

Sem adiantar detalhes do que vai acontecer do centésimo capítulo em diante, Mateus faz brincadeiras com a informação de que vai descobrir que César era gay. “Ex-gay não existe, gente! Pelos menos segundo o Félix. Ex-gay é a pessoa que está mentindo para si mesma, mas acho pouco provável isso ser verdade”, diz.

Ao pensar em um final extraordinário para Félix, Mateus usa o humor sarcástico do vilão. “Extraordinário mesmo seria o Félix começar a ser assombrado pelo espírito da Nicole (Marina Ruy Barbosa)”, diverte-se. “Mas o que quero dizer com isso é que tudo é imprevisível. Tudo fica crível saindo da cabeça do autor, passando pelos diretores e terminando com os atores. Esse é um trabalho feito a várias mãos: do Walcyr, Mauro Mendonça, Wolf Maya, Sérgio Penna (preparador de elenco) e dos atores. Posso te afirmar que estamos todos muito felizes”.

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