Rafael Zulu controla a timidez para ficar nu em 'Sexo e As Negas'

Ator revelaa que se concentra para não confundir as coisas nas cenas quentes

Por O Dia

Rafael Zulu%3A 'Existe um constrangimento velado na hora de tirar a roupa. Eu preciso desligar a minha timidez para entrar em cena'José Pedro Monteiro/ Agência O Dia


Rio - ‘Não leve o personagem pra cama, pode acabar sendo fatal”. Os versos da música ‘Tudo Igual’, de Lulu Santos, soam como um mantra para Rafael Zulu, o Élder de ‘Sexo e As
Negas’. Do tipo que prefere não confundir ficção com realidade, o ator, de 31 anos, protagoniza cenas tórridas com Karin Hils, a Zulma, e aposta na concentração para segurar a
onda na hora de gravar as sequências de tirar o fôlego do seriado de Miguel Falabella. “Nunca aconteceu de eu ficar excitado, isso nunca existiu. Mas não vou ser hipócrita: a
Karin é uma mulher linda, então, se você, por um segundo, se desligar do personagem, vai acabar misturando as coisas. As nossas cenas não são protegidas por tapa-sexo”, diz.

Ficar nu na frente de uma equipe de pelo menos 20 pessoas também é um desafio para Zulu. “Existe um constrangimento velado na hora de tirar a roupa. Eu preciso desligar a minha
timidez para entrar em cena, porque de tímido o Élder não tem nada. Em casa, tenho zero pudor de ficar pelado. Tomo banho na frente da minha mãe, mas em frente as câmeras é um
pouco complicado”, confidencia.

Na real, para Rafael, o conjunto da obra de uma cena de intimidade explícita tem um significativo grau de dificuldade. “Não é fácil fazer cena de sexo. O público tem que ver uma
coisa bonita, natural, mas, na verdade, é mecânico. Não existe essa pegação que a gente vê ali. A mão bate na bunda, sim, mas é trabalho”, brinca. E será que rola ciúme da
namorada (a atleta de futevôlei Erys Martins)? “Ela é muito tranquila, sensacional. Já assistimos às cenas de sexo juntos sem problema nenhum”, garante.

Superada a polêmica sobre racismo em torno do seriado, que foi alvo de inúmeras críticas antes mesmo de estrear, Zulu agora só tem motivos para comemorar a boa fase. “Quando me
vi em um elenco de 95% de atores negros, eu achei do caramba. Não dá para dizer que o jiló é amargo antes de a gente provar, né? Óbvio que é uma série caliente, até para
justificar o nome, mas a gente está contando a história de quatro mulheres do subúrbio do Rio, absolutamente normais”, comenta.

Normal, sim. Careta, jamais. Zulu, inclusive, não esconde que dificilmente se envolveria com uma mulher com o espírito livre de Zulma. “Se relacionar com uma mulher livre como a
Zulma é mais para o Élder do que para mim. Não quero a correria de estar cada dia com uma mulher. E também não quero a mulher que estou a fim cada dia com um homem diferente”,
admite, completando. “Já fui pipa voada, tanto solteiro como namorando. Não vou negar que já traí, mas agora, que estou namorando, estou verdadeiramente com a pessoa que eu
escolhi para ficar ao meu lado”, afirma.

Rafael Zulu e Karin Hils em cena quente do seriado ‘Sexo e As Negas’Divulgação

As palavras de Rafael, no entanto, não são um indício de que ele está prestes a mudar o seu estado civil. “Casar ainda não faz parte dos nossos planos. Na verdade, eu e a Erys
não dividimos o mesmo teto, mas já encaramos o nosso relacionamento como um casamento. Existe o compromisso, mas é melhor não falar em casamento porque homem foge um pouco
disso”, diverte-se o ator, que está nesse relacionamento sério há seis meses.

Dono de um sorriso largo e fácil, Zulu só perde a alegria quando lembra ser vítima de preconceito por amar uma loura. “Muita gente me critica, mas me apaixonei pelo ser humano.
A mãe da minha filha é negra, a minha filha é negra, as minhas outras namoradas eram negras. Por que não posso namorar uma loura? Existe preconceito dos dois lados”, atesta.

A felicidade volta a ficar evidente quando o intérprete do Élder de ‘Sexo e As Negas’ fala do seu melhor papel, o de pai da pequena Luiza, de 7 anos. “Sou apaixonadíssimo pela
minha filha. Ela me trouxe tranquilidade e foco profissional”, conta. Não é à toa que, além de se dedicar à carreira artística, o ator está desenvolvendo a sua veia de
empreendedor. “Eu e mais dois amigos criamos a festa ‘Errejota’, que agora virou grife. Vamos lançar em novembro uma linha de óculos, relógio, bicicleta, camisas e bonés. Como a
minha profissão é cheia de altos e baixos, quis ter um trabalho paralelo.”

Últimas de Televisão