Bolsa Família será depositado em conta

Beneficiários do programa de distribuição de renda vão poder abrir poupança na Caixa e ter cartão de débito

Por O Dia

Rio - Os beneficiários do programa Bolsa Família em todo o país vão poder abrir conta poupança. Os segurados terão a opção de receber o benefício por meio de uma caderneta na Caixa Econômica Federal com direito a usar cartão de débito em compras no comércio, fazer saques, consultas a saldo e extrato. A troca do atual cartão do programa é opcional e pode ser feita já a partir deste mês. Atualmente, 14 milhões de famílias no Brasil, sendo 834,1 mil no estado e 236,8 mil no Município do Rio, recebem por mês valores que variam de R$ 35, por até cinco pessoas em famílias pobres, a R$ 77 para famílias extremamente pobres.

A troca faz parte de uma parceria entre o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) e a Caixa para que o segurado possa abrir uma Poupança Caixa Fácil. Segundo a pasta, não haverá custos ou taxas e a operação pode ser feita em qualquer lotérica ou correspondente Caixa Aqui. Basta que o beneficiário apresente CPF e documento de identidade. No mês seguinte à abertura da conta, o Bolsa Família já será creditado na poupança.

Para a ministra do Desenvolvimento Social%2C Tereza Campello%2C a bancarização das famílias de baixa renda é oportunidade de inclusão socialAgência Brasil

A ministra do Desenvolvimento Social, Tereza Campello, acredita que a novidade traz segurança e praticidade aos usuários do programa de complementação de renda. Ela lembra que o cartão do Bolsa Família continua valendo e poderá ser utilizado para o saque do benefício.

“Imagina uma mãe poder comprar comida ou material escolar com cartão de débito? Isso dá mais autonomia às mulheres, que são 93% das titulares do Bolsa Família”, afirma. Para Tereza Campello, a bancarização das famílias de baixa renda é oportunidade de inclusão social.

Segundo a presidente da Caixa, Miriam Belchior, as famílias usarem a poupança poderão programar o futuro, planejar e até empreender algum negócio. “O acesso aos recursos do programa também fica mais simplificado e seguro, com a possibilidade de utilização do cartão de débito nos estabelecimentos credenciados”, explica Miriam Belchior.

O presidente do Instituto Data Popular, Renato Meirelles, acredita que a medida será um importante passo para a educação financeira das famílias que não precisarão mais sacar o dinheiro de uma só vez. “Essas pessoas vivem nas regiões mais periféricas do país. Muitos são assaltados quando voltam para a casa com o dinheiro”, diz.


Quem tem direito ao benefício

Com 14 milhões de famílias cadastradas no país, o Bolsa Família é um programa de transferência direta de renda para famílias em situação de pobreza e de extrema pobreza.  Têm direito ao benefício as famílias com renda mensal de até R$ 77 por pessoa; famílias com renda mensal entre R$77,01 e R$ 154 por pessoa, que possuam em sua composição gestantes, nutrizes (mães que amamentam), crianças e adolescentes com idade entre zero e 16 anos incompletos. Também têm direito as famílias com renda mensal de zero a R$154 por pessoa, que possuam em sua composição adolescentes entre 16 e 17 anos.

Para se cadastrar, é preciso procurar o setor responsável pelo programa no município em que o segurado mora com identidade para fazer parte do Cadastro Único dos Programas Sociais do governo federal.

Dilma nega mudanças na economia

A presidenta Dilma Rousseff negou ontem que vá alterar a equipe econômica e a utilização das reservas internacionais internamente. Segundo ela, o acúmulo das reservas foi conquistado “a duras penas” e com grande esforço em seu governo e no do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. 

Ela acrescentou que o assunto “jamais” entraria em pauta a não ser para resolver problemas de flutuações externas. “Ao longo desses 13, quase 14 anos, acumulamos reservas. Quando Lula assumiu o governo, nossas reservas não davam para pagar os vencimentos e as dívidas. Continuamos firmes com nossas reservas”, afirmou.

Ao negar também a possibilidade de mudança na política econômica com a ida de Lula para a Casa Civil, Dilma reafirmou que o ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, e o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, continuam em seus postos. [ELES]“Estão mais dentro do que nunca no governo”, garantiu.Dilma defendeu o compromisso de Lula com a estabilidade fiscal e o controle da inflação.


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