Um triste retrato do descaso

Carioca começa com gramados ruins e falta de interesse

Por O Dia

Rio - Os estaduais, de uma forma geral, estão em crise há muito tempo por serem mal geridos, inchados e cheios de problemas. Um deles surgiu neste fim de semana no Rio de uma forma inesperada e grotesca. Que gramados eram aqueles de Volta Redonda e, principalmente, Moça Bonita? Nem interessa saber se a bola rolava bem ou não, mas o futebol de um estado como o Rio, ainda mais em ano de Copa, não pode apresentar palcos tão feios e abandonados.

Sobis no gramado feio de Moça BonitaCarlos Moraes / Agência O Dia

Como a federação e os clubes não tomaram providências? É mais um exemplo da falta de cuidado e de carinho com a maior paixão popular. No caso de Bangu, o Fluminense colaborou para a feiúra geral com uma atuação pífia. Para o time que mais se esperava na competição, um anticlímax, mesmo com muitos desfalques. Houve até gols bonitos no jogo, mas, no geral, a mediocridade reinou e até Cavalieri falhou.

Cá para nós, essa história de pré-temporada pequena, de falta de condição física e de tratar o campeonato como subproduto, poupando titulares, só serve para desculpas e estragar ainda mais o que já vem cheio de furos. Um início simplesmente vergonhoso.

A exceção

Afinal, dando até sequência à bela reta final do Brasileiro, o Flamengo estreou no Carioca com atuação segura, embora sem brilho. Com time reserva, jogou de forma cautelosa, fez o gol de saída, poderia ter ampliado, mas esteve sempre bem na marcação. Teve a seu favor uma torcida alegre, um estádio à sua feição, um excelente gramado e deixou a esperança de que poderá lidar bem, ao mesmo tempo, com o Estadual e a Libertadores. O astral com Jayme de Almeida continua lá em cima.

Tudo de novo

É impressionante como o Vasco, mesmo levando-se em conta o desentrosamento e a falta de sequência, jogou mal na Colina. Acabou sendo pior que o Boavista, embora pudesse ganhar em lances esporádicos, como o do pênalti mal marcado. Reginaldo ainda teve os seus momentos, mas o time continua desarvorado, sem pegada e não dá para imaginar que terá chances na competição. Um fiasco em casa diante de uma torcida já acostumada a vexames, mas sempre indignada.

Desconfiança

Após perdas importantes e da troca de comando técnico, a torcida do Botafogo anda temerosa e sem muita confiança na campanha da Libertadores. No Estadual, essa mistura de times e jogadores, com ênfase nos reservas, não ajuda a melhorar o ânimo. A equipe decepcionou na estreia, principalmente no setor defensivo, lento e cheio de vacilos. Até que Renato surpreendeu bem, mas o time, mesmo lutador, sempre esteve exposto e acabou satisfeito ao só empatar com o Resende.

Doce Aninha

Contra a fenomenal grandalhona Serena Williams, a tenista Ana Ivanovic foi a doce e bem-vinda surpresa no Aberto da Austrália. Mesmo já tendo sido a número 1, ela jamais vencera a grande oponente, mas, desta vez, a zebra veio com um estilo fenomenal, uma estratégia perfeita de muita agressividade, explorando pontos fracos de Serena. Há a desculpa de dores nas costas, mas o que marcou mesmo foi a exibição esplendorosa da sérvia em uma partida de alto nível, histórica.

Um verão muito intenso

Nas férias do futebol - e desta coluna -, o noticiário esportivo teve mais destaques do que habitualmente ocorre - e nem sempre alegres. Tivemos a fratura de Anderson Silva, o grave acidente de Michael Schumacher, a saída de Seedorf, o prêmio de Cristiano Ronaldo e, agora, o susto com Neymar. Como tempero, novas e justas queixas de Joseph Blatter sobre as obras nos estádios da Copa.

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