TCE aponta superfaturamento de R$ 67,3 milhões e falhas na reforma do Maracanã

Obras para palco da final da Copa do Mundo de 2014 começaram em 2010

Por O Dia

Rio - R$ 67,3 milhões. Este seria o valor, segundo relatório de auditoria do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro, ainda sob análise dos conselheiros do TCE-RJ, do superfaturmanto das obras do Maracanã — orçadas em R$ 705 milhões e com custo final estimado em R$ 1,2 bilhão — para a Copa do Mundo. O documento, que aponta uma série de custos acima do valor real ou sem justificativa técnica, pede o cancelamento do pagamento dos valores às construtoras Odebrecht e Andrade Gutierrez.

Obras do Maracanã foram iniciadas em 2010 e finalizadas em 2013Eduardo Cardoso / Agência O Dia

Ordena, também, a notificação de diretores de órgãos públicos responsáveis pela fiscalização e execução da reforma, como a Secretaria de Estado de Obras (Seobras), e a Empresa Municipal de Obras Públicas (Emop). Além dos pagamentos indevidos, outro problema constatado pelo relatório diz respeito a falhas na reforma do estádio, como a correção e reposição de corrimãos tubulares, adequação da instalação de grades não previstas no projeto inicial e correção de assentos instalados sem controle e resistência mínima para uso.

As divisórias para torcidas instaladas após a Copa das Confederações são exemplo de obras fora do padrão inicial no Maracanã. Elas provocam pontos de visão obstruída na arquibancada, o que não é permitido pelo caderno de encargos da Fifa. O TCE-RJ vai exigir que tais grades tenham o ângulo de visão dos torcedores melhorados em áreas contíguas às grades, eliminação de áreas não utilizáveis contíguas às grades, da interface com os guarda-corpos de vidro que acarretam condição insegura aos usuários e solução para a perda de função dos corrimãos devido à proximidade da grade, entre outros itens.

A retenção de pagamentos indevidos e de materiais incompatíveis com a obra também estão entre as exigências do TCE-RJ, que constatou muretas com rachaduras em frente ao acesso ao setor VIP e erro nas distâncias laterais entre assentos, fora do padrão, oq ue demonstra não ter havido controle na instalação das peças.

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