A Fifa deixa sequelas no Brasil

Entidade incentiva reeleições sem limites

Por O Dia

Rio - A Fifa atrapalha o futebol brasileiro (e por extensão, todos os filiados) de forma crônica com a sua ditadura de procedimentos que impede qualquer ação na Justiça comum e incentiva reeleições sem limite nas entidades. Além disso, mesmo intervencionista, faz vista grossa a denúncias de corrupção até porque o seu telhado é de vidro. Com a Copa, o Brasil sofreu especialmente com as exigências e os gastos excessivos que não terão jamais retorno. Há estádios que mal podem se sustentar porque a simples conservação tornou-se economicamente inviável. Agora, até o Maracanã é vitimado por incômodas goteiras provocadas por fogos de artifício na Copa e, mesmo com ressarcimento da Fifa, ocorreu o dano. Para não falar do encolhimento do estádio, que virou arena como centenas no mundo.

Fifa incentiva reeleições sem limitesReuters

MUITO POUCO

O Vasco conseguiu o quase impossível em Rio Branco: se complicar diante de um adversário fraquíssimo. Tudo por conta de uma certa displicência na fase final e das alterações feitas em um time já muito modificado. O nível técnico foi baixo mas o Vasco não precisava mostrar tanto desleixo. O castigo será o desgaste do segundo jogo no Rio em meio às semifinais do Carioca.

PREVISÃO SOMBRIA

Com os times que disputam o Estadual, não pode haver otimismo com os cariocas nas competições nacionais. O melhorzinho, o Flamengo, talvez dê para brigar por uma vaga na Libertadores, se reforçar a defesa. O Flu só luta na zona intermediária, e o Vasco fará força para não cair. O Botafogo, sem três reforços, não verá Maitê sem roupa.

TEMPOS DE ÉTICA

A nova diretoria do Botafogo, com apenas quatro meses de trabalho, continua surpreendendo positivamente. Conseguiu arrumar a casa, saindo do zero em pouco tempo, o futebol sobrevive dignamente e se procura limpar aos poucos a sujeira financeira que deixaram. Agora mesmo, na devolução ao Botafogo-PB da cota de amistoso cancelado, mostrou presteza e caráter.

GLÓRIA EFÊMERA

O brilhareco dos pequenos poderia entusiasmar muito mais se houvesse continuidade ou alguma consistência em suas façanhas. No ano passado, o Ituano foi campeão paulista e logo se desfez por absoluta impossibilidade de segurar os seus profissionais. E, em escala menor, o Madureira, por aqui, merece elogios, mas não terá vida longa.

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