O prêmio e o plano B de Fred Duarte

Ala-pivô, Varejinho ganha prêmio no basquete universitário norte-americano e relembra a época em que defendeu o Fla

Por O Dia

Rio - A temporada no basquete universitário norte-americano foi especial para Fred Duarte, de 24 anos. Ele conseguiu superar uma lesão para brilhar com a camisa dos Rogers State University, sendo o atleta do ano na conferência.

Fred Duarte teve média de duplo-duplo na última temporadaDivulgação

“Foi incrível. Eu estava um ano parado, havia machucado o tornozelo esquerdo. Tive de fazer trabalho físico no verão. Pensei que não ia mais correr e no fim ganhei o prêmio”, disse o ala-pivô.

Nos Estados Unidos, o apelido de Varejinho foi "adaptado": “Eles não conseguem falar. Alguns dizem little (pequeno, em inglês) Varejão, mas a maioria me chama de Fred mesmo.”

Ele volta para a faculdade em agosto para cursar os dois últimos semestres em Comunicação Rádio e TV: “É uma experiência incrível de vida, conciliar a faculdade com o basquete. Tinha medo de não ter um plano B. Não se sabe o dia de amanhã no esporte. Depois de graduar, tomarei a decisão de continuar ou não no basquete.”

Fred foi para os Estados Unidos em 2012 e precisou se adaptar ao estilo de jogo norte-americano.

Varejinho foi um dos destaques da conquista da LDO pelo FlamengoDivulgação

"A maior dificuldade foi na transição, de correr muito. O basquete é mais corrido. Precisei me adaptar e sofri muito. Mesmo com 35 segundos no ataque, às vezes o time atacava com cinco, seis segundos. Tecnicamente, treinam muito o individual. O jogo é muito físico e se igualaria ao profissional do Brasil", analisa Fred.

Campeão pelo Flamengo

Com a camisa do Flamengo, Fred Duarte conquistou o título da LDO (Liga de Desenvolvimento Olímpico, nacional sub-22), em 2011. No ano seguinte, ignorou sondagens do basquete brasileiro e até mesmo a oportunidade de continuar no Rubro-Negro para ir estudar e jogar nos Estados Unidos.

"Foi uma decisão muito complicada. Eu saí no auge, após a primeira LDO, com mais oportunidades para os jovens de 20 anos no adulto. Decidi estudar. Tive receio de não ter um plano B na vida", afirma. Ele guarda com carinho a época em que defendeu o Flamengo:

"Tenho as melhores lembranças possíveis. Chupeta fez milagre com aquele time, juntou todo mundo rapidamente. Não tivemos nem um mês de treinamento. Viramos uma família. Era muito especial. Todo mundo gostava do outro. Tudo isso refletiu em quadra. Lembro da final, com ginásio lotado. Até hoje recebe mensagem de torcedores. Foi uma experiência única", recorda.

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