Coletivos são a esperança para se manter na frente de Cuba no quadro

Distância entre Brasil e Cuba no ranking geral está reduzida a apenas 4 ouros. Os caribenhos têm o boxe para aproveitar; já o COB fica na torcida por boas finais para as seleções naconais

Por O Dia

Canadá - Ao realizar uma entrevista coletiva de balanço da campanha nacional para esta sexta-feira, três dias antes do encerramento da campanha, o COB (Comitê Olímpico Brasileiro) praticamente admitiu que sua meta de superar o número de medalhas de Guadalajara 2011 já não será mais possível.

Daí a tentativa, então, de tergiversar e dizer que o objetivo mais importante, mesmo, era ficar entre os três primeiros no ranking geral de Toronto. No encerramento das competições desta sexta-feira, ainda é o caso: o Brasil está em terceiro, abaixo de Estados Unidos e Canadá. Acontece que nem mesmo esse tópico alternativo está garantido.

Brasil vai disputar decisão contra o Canadá no basqueteGaspar Nobrega / Inovafoto / Divulgação

Com o boxe distribuindo uma série de medalhas, Cuba voltou a se aproximar, a ponto de representar uma verdadeira ameaça. Os adversários caribenhos fecharam o antepenúltimo dia de disputas com 31 ouros, apenas quatro abaixo do Brasil. Detalhe: eles terão cinco pugilistas lutando por título neste sábado.

Para dar um respiro nesse embate, o COB certamente conta com ótimo rendimento dos esportes coletivos, que vão fazer no mínimo mais quatro finais – basquete e handebol masculino, mais futebol e vôlei feminino. Outra perspectiva de pódio é o tênis de mesa, no individual. Carol Kumahara, Gui Lin, Gutavo Tsuboi, Hugo Calderano e Thiago Monteiro estão todos nas quartas de final.

Nesta sexta, o handebol feminino já deu uma boa força nesse sentido ao vencer a Argentina na decisão para chegar a um pentacampeonato pan-americano inédito. A partida foi um tanto complicada no primeiro tempo, mas, depois do intervalo, as atuais campeãs mundiais deslancharam.

Esse foi o ouro solitário do país, aliás, em mais uma jornada de fracos resultados. Com rendimento tímido, o atletismo rendeu um bronze no lançamento de dardo, com Júlio César de Oliveira, que vem numa crescente na temporada. A terceira e última medalha saiu na disputa de equipe feminina pela esgrima, que empunharam a espada para ganhar o bronze em jogo contra Cuba. Elas haviam perdido uma semifinal bastante equilibraeda para os Estados Unidos (32 a 31). Grandes favoritas, as norte-americanas ficaram com o ouro.

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