Ciclismo alimenta esperança de medalhas para o Brasil na Olimpíada

Renato Rezende e Henrique Avancini estão embalados pelo Pan-Americano e confiantes em boa participação nos Jogos

Por O Dia

Rio - Ela é brinquedo para os pequenos e meio de transporte para os adultos, mas só agora ganhou a valorização merecida pelos brasileiros como esporte. Enraizada na nossa cultura, a bicicleta tem papel de destaque nos Jogos do Rio-2016 e surge como boa esperança de medalha em duas das oito modalidades do ciclismo. Na 13ª posição no ranking mundial, Renato Rezende puxa a fila na categoria BMX e vai para sua segunda Olimpíada. No mountain bike cross country, Henrique Avancini aparece em 17º lugar e também é considerado esperança de pódio. Ambos estão credenciados pela conquista do Pan-Americano deste ano e sonham alto com a disputa na Cidade Maravilhosa.

Renato Rezende comandou%2C quarta-feira%2C clínica de ciclismo BMX para crianças de MaricáDivulgação

“Temos uma geração evoluindo e chegamos na melhor delas, por números, ranking e vitórias. Espero que a próxima geração seja ainda melhor. COB, confederação e patrocinadores ajudaram a juntar isso tudo. Hoje a gente consegue se dedicar só ao esporte e isso ajuda nos resultados”, afirma Renato Rezende.

O fato de serem duas modalidades consideravelmente novas no programa olímpico favorece os jovens brasileiros, acostumados a adversidades de terrenos irregulares. O BMX passou a figurar apenas em Londres-2012. Já o mountain bike ganhou espaço a partir de Atlanta-1996. Se o otimismo impera nessas modalidades, o ciclismo de pista e estrada (e suas subdivisões, com masculino e feminino) vêm na contramão. O Brasil caminha diante das principais potências asiáticas e europeias e busca apenas uma participação honrosa nas provas implementadas em 1986.

As provas do ciclismo de estrada serão divididas entre o Forte de Copacabana e o Pontal (contrarrelógio). O velódromo olímpico, na Barra da Tijuca, vai receber o ciclismo de pista, enquanto Parque Radical de Deodoro vai abrigar o mountain bike e o BMX.

Com o peso de trazer uma medalha inédita para o Brasil, Renato Rezende diz que adora o sabor da responsabilidade e garante que os brasileiros vão mostrar sua franca evolução. Um lugar no pódio será apenas consequência do trabalho que vem sendo desempenhado com intercâmbios, atletas indo morar nos EUA e apoio do Governo Federal com o Bolsa Pódio.

“Nada eu já tenho. Ninguém prometeu a medalha para mim. Então, vamos buscar. Se olhar nos esportes, está todo mundo melhor no ranking, evoluindo. Os brasileiros estão chegando com chance. Se vamos ganhar é outra coisa”, garante, Renato, otimista. A expectativa é de que a torcida pedale com os atletas: “Será ótimo sentir a adrenalina da galera.”

Mudanças à vista na pista do BMX

Com um dia de atraso, o Desafio Internacional de ciclismo BMX será realizado neste domingo, no Parque Radical de Deodoro, com mais de 90 atletas e a certeza de que adaptações na pista precisam ser feitas para 2016. Elevações nas retas preocuparam os ciclistas, na sexta-feira, que se recusaram a competir. Após longas reuniões, um acordo foi selado, mas por pouco a competição não foi cancelada.

Apresentada oficialmente no fim de agosto pelo prefeito Eduardo Paes, a pista do centro olímpico de BMX conta com percursos de até 400m de extensão e obstáculos ao longo do trajeto. O traçado da disputa masculina tem 399 metros, enquanto o feminino 372. O projeto foi assinado por Tom Ritzenthaler, que também fez a pista das duas últimas edições das Olimpíadas. O Comitê Rio 2016 disse, em nota oficial, que eventos-testes servem justamente para fazer ajustes no traçado.

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