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Náufragos e sobreviventes da tragédia

Depois do massacre, Seleção deve iniciar reformulação profunda

Por pedro.logato

Rio -Após a Copa do Mundo, a Seleção terá que se reerguer, mas não apenas para sacudir a poeira. É preciso mais. Numa tentativa de recuperar o prestígio do futebol brasileiro, humilhado na implacável goleada de 7 a 1 aplicada pela Alemanha, a CBF não tem alternativas à adoção de um processo de reestruturação profunda, que passa por uma mudança de mentalidade, com foco numa gestão moderna e pragmática.

Julio Cesar já disse adeus para a SeleçãoReuters

Essa reformulação inclui a renovação da equipe. Seja por idade, seja pelo fator técnico — ou por ambos os quesitos, em alguns casos —, mais da metade do atual elenco está descartado ou em vias de dar os últimos suspiros. É o caso de Julio Cesar, que já anunciou a aposentadoria do Brasil após a Copa, Daniel Alves, Maicon, Fred e Jô, entre outros.

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O calendário internacional dos próximos quatro anos, até o Mundial de 2018, na Rússia, será intenso. Em dois anos haverá uma Copa América (no Chile), os Jogos Olímpicos (no Rio de Janeiro, e único grande título que o país não tem) e o início das Eliminatórias sul-americanas. Antes, em outubro , o Brasil disputa com a Argentina o Superclássico das Américas — uma oportunidade que o próximo técnico da Seleção terá para testar jogadores que atuam no Campeonato Brasileiro. Em novembro, a Seleção tem um amistoso marcado com a Turquia, em Istambul.

Thiago Silva e David Luiz ainda podem disputar mais uma] Copa juntosReuters

O futuro treinador, além de renovar a equipe, terá que supervisionar as equipes de base — ano que vem, o Mundial sub-20 será na Nova Zelândia, e o Sul-americano da categoria começa já em janeiro — e ficar de olho no torneio olímpico se deseja chegar à Rússia com 23 jogadores representativos das mudanças técnicas e táticas de que o futebol brasileiro tanto necessita para recuperar o orgulho e voltar a ser respeitado.

Reportagem de Jorge Jereissati e Lucas Calil

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