Para Parreira, Maracanazo ficou no passado

Coordenador técnico descarta temor por nova derrota para Uruguai no Brasil

Por O Dia

Bahia - O Brasil terá pela frente o Uruguai, na semifinal das Copa das Confederações, quarta-feira, no Mineirão. Mas, em vez de lembrar da derrota para os sul-americanos na fatídica decisão da Copa do Mundo de 1950, no Maracanã, o coordenador técnico Carlos Alberto Parreira prefere destacar vitórias importantes sobre os tradicionais rivais, como na Copa de 1970 e nas Eliminatórias para o Mundial de 1994.

“Não tem mais Maracanazo porque já foi superado. Depois disso, já ganhamos do Uruguai na Copa de 1970, ganhamos uma Copa América em cima deles no Maracanã, classificamos de 2 a 0 na Eliminatória. Não tem mais esse problema de Maracanazo. Tem um rival que quer se firmar. É um jogo só e tudo pode acontecer”, afirmou.

Parreira ressaltou o ótimo momento da equipe brasileira, que vive período de muita confiança. “A gente chega respeitando, sabendo que é um jogo difícil, mas queremos chegar à final”, disse.

Parreira confiante em classificação contra o UruguaiAndré Luiz Mello / Agência O Dia

SAUDADE DOS NETINHOS

No saguão do hotel em Salvador, a pequena Ana Luísa, de 2 anos e meio, chamava a atenção no colo de Parreira. Pouco antes, Felipão havia entrado na piscina, ao lado do auxiliar Flávio Murtosa.

Foi assim, num clima bem descontraído, família, que a seleção passou o último dia em Salvador, antes de ir para Belo Horizonte, onde disputará a semifinal da Copa das Confederações.

“Eu tenho cinco netinhos. A mais velha é a Letícia, que tem oito anos. Avô é isso aqui. Tem coisa melhor no mundo? É um recomeçar permanente”, afirmou Parreira, com Ana Luísa no colo, lembrando que não vê seus netos desde a véspera do jogo entre Brasil e Inglaterra, no dia 2, no Maracanã.

O pai de Ana Luísa, o publicitário Felipe Naumann, de 34 anos, é de Salvador e se hospedou no hotel da Seleção na esperança de tirar uma foto com o ídolo, o goleiro Julio Cesar.

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