Cristóvão esconde o jogo na prancheta

Técnico faz mistério sobre time e tática contra o Vasco

Por O Dia

Rio - Os botões na prancheta de Cristóvão Borges indicam, mas não garantem as peças ou a maneira como o Fluminense jogará contra o Vasco, no domingo, no Engenhão. À espera do aval do departamento médico, o técnico considera o treino de sábado importante na montagem da equipe para o clássico. Sem Wagner, que treinou entre os reservas, e Edson, em tratamento de leve torção no joelho direito, Cristóvão apresentou um esboço alternativo no trabalho tático de ontem.

Cristóvão Borges se prepara para clássico de domingoMárcio Mercante

“Tem algumas coisas que ainda vou esperar até amanhã (hoje). Coisas de departamento médico e jogadores. Ainda temos mais um dia de treinamento para avaliar a resposta deles. As definições só depois do próximo treino”, avisou Cristóvão.

LEIA MAIS: Notícias, contratações e bastidores: confira o dia a dia do Fluminense

No entanto, deixou claro que João Felipe não convenceu como substituto de Guilherme Mattis, machucado. Titular nas duas primeiras rodadas do Carioca, Victor Oliveira reapareceu entre os titulares. Assim como Vinícius, observado no lugar de Robert.

LEIA MAIS: Notícias, resultados e bastidores do Campeonato Carioca

Com dúvidas, o treinador testou a seguinte formação na atividade que não contou com a presença dos goleiros: Wellington Silva, Henrique, Victor Oliveira e Giovanni; Rafinha, Jean, Vinícius, Marlone e Lucas Gomes; Fred.

Em fase final de recuperação de uma pancada no tornozelo esquerdo, Wagner ainda sente um incômodo na região, mas tem participado dos treinos com bola. Cristóvão tem esperança de contar com a volta do camisa 10.

“Wagner e Gum estão voltando, mas não estão no nível dos outros. Eles têm que ter confiança para jogar”, disse.

Engenhão reprovado

Cristóvão Borges considera a histórica rivalidade entre Fluminense e Vasco mais do que suficiente para promover o clássico de domingo. A disputa sobre o direito de ocupar o lado direito da arquibancada do Maracanã esquentou o clima antes de a bola rolar e prejudicou os dois clubes com a mudança para o Engenhão.

“A rivalidade já é grande. Mas se perguntar a quem gostam de futebol, todos vão dizer que querem jogar no melhor lugar, no melhor palco: o Maracanã. Falta bom senso. Além disso, as duas grandes torcidas vão deixar de assistir ao time porque o estádio não vai ter uma boa capacidade. É errado”, desabafou Cristóvão Borges.