Micale 'esquece' Copa de 2014 e diz: 'A pressão é pela medalha que não temos'

Técnico mantém tranquilidade para encarar o Iraque e levar a seleção brasileira rumo ao ouro inédito em Jogos Olímpicos

Por O Dia

Brasília - A tão sonhada vitória no futebol masculino na Olimpíada do Rio ainda não veio, mas Rogério Micale parece estar tranquilo quanto a isso. Em meio à crise no futebol brasileiro - com quedas na Copa América, saída de treinador e comissão técnica -, o comandante da equipe olímpica tenta deixar para trás todos as desconfianças, inclusive as vindas desde a Copa do Mundo de 2014, para conseguir fazer uma boa campanha nos Jogos e conquistar a inédita medalha de ouro.

"É outro grupo, outro momento. A pressão é grande não por 2014, mas pela medalha que não temos. Sabemos da ansiedade e da expectativa, nós temos também. Vou tentar fazer aquilo que nos preparamos a vida toda. Estou me preparando há 47 anos por isso, não é há um mês. É um momento muito importante na cabeça de todos nós, para que a ansiedade não nos prejudique. Todos já participaram de grandes jogos. Estamos muito fortes mentalmente, nos fortalecendo como grupo. por mais que a gente sinta o resultado, nos fortalece como grupo e como equipe. o mais importante nesse momento é classificar para a segunda fase", decretou Micale.

Micale quer deixar as desconfianças sobre a Seleção para trásLucas Figueiredo / MoWA Press / Divulgação

Após o empate sem gols contra a África do Sul, o treinador espera um resultado positivo contra o Iraque. Na estreia, o Brasil se destacou pelo número intenso de finalizações - foram 17 -, mas sem conseguir converter em gols as chances criadas. Para o próximo jogo, Micale espera corrigir o erro para sair vitorioso.

"Se conseguirmos um gol rápido seria formidável, mas são 90 minutos e o que nos importa é ganhar. Temos de ter tranquilidade, o adversário sabe que o Brasil vive momento de pressão muito grande. Eu, se estivesse do outro lado, tentaria usar isso para desestabilizar. Temos de saber que temos 90 minutos para ganhar o jogo. Se vierem as vaias temos de levar como se fosse torcida adversária. Não podemos nos deixar levar. Não é bom, mas temos que dar o máximo", concluiu.

O Brasil encara o Iraque no domingo, às 22h, no Mané Garrincha. O jogo é válido pelo Grupo A, em qual todos os times estão empatados com um ponto cada.

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