Quatro empresas disputam construir o muro de Donald Trump

Presidente sustenta que barreira na fronteira com o México é necessária para combater as drogas e garantir segurança

Por O Dia

O governo americano anunciou nesta quinta-feira ter selecionado quatro empresas para construir protótipos de muros de concreto reforçado na fronteira com o México, promessa-chave da campanha do presidente Donald Trump.

Os contratados participaram de um pedido de licitação do Serviço Federal de Alfândega e Proteção da Fronteira em março, depois que Trump assinou um decreto neste sentido ao assumir o poder em janeiro.

A construção dos protótipos, que medirão entre 5,5 e 9 metros de altura, será realizada no outono (no Hemisfério Norte) em San Diego, na Califórnia. Cada parte do muro custará entre 400 e 500 mil dólares.

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Desde a campanha presidencial, Trump sustenta que fará o México pagar pela construção do muro na fronteira entre as duas nações, embora o país latino-americano rejeite essa possibilidade de forma incisiva.

"De uma maneira, ou de outra, o México pagará pelo muro", disse Trump na segunda-feira na Casa Branca. "O muro é necessário para nossa segurança, o muro é necessário para lutar contra as drogas", disse.

A estrutura dos muros não foi apresentada, mas incluirá elementos para impedir que sejam escalados, segundo Ron Vitiello, número dois da agência federal.

As quatro empresas, todas com sede nos Estados Unidos, são: Caddell Construction Co.; Fisher Sand & Gravel, DBA Fisher Industries; Texas Sterling Construction Co.; e W. G. Yates & Sons Construction Company.

O governo americano também fez um chamado para apresentar ofertas para protótipos de muros em outros materiais e o resultado será anunciado na semana que vem.

Os termos do projeto ainda não foram anunciados e deverão ser negociados com o Congresso, que atualmente prepara um orçamento para o ano fiscal que começa em 1º de outubro.

Indecisão sobre jovens imigrantes

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, não tomou qualquer decisão sobre o programa DACA, que permitiu a milhares de jovens obter visto de residência no país, informou nesta quinta-feira a Casa Branca. "A decisão final ainda não foi tomada", declarou a porta-voz Sarah Sanders.

O programa em questão, conhecido por seu acrônimo "DACA", foi criado por um decreto do ex-presidente democrata Barack Obama, em junho de 2012, com o objetivo de tirar da clandestinidade imigrantes que chegaram aos Estados Unidos com menos de 16 anos.

As condições para aderir ao programa eram, especialmente, ter menos de 31 anos em junho de 2012, residir de maneira contínua no país a partir de 2007 e não ter condenações graves na justiça. Os beneficiários recebem a garantia de que não serão expulsos do país e que poderão trabalhar legalmente. O Daca tem duração de dois anos e é renovável.

Até 31 de março passado, cerca de 800 mil pessoas haviam recebido o benefício, com renovação quase total, segundo estatísticas oficiais.

Segundo o canal de TV Fox News, Donald Trump deverá anunciar o fim do DACA, mas não anulará as permissões em vigor, deixando que sigam até o final do prazo, o mais tardar em 2019.

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