Maserati busca dobrar rede de concessionárias para sustentar crescimento

Fiat SpA investe na Maserati como parte de um plano para aumentar as vendas globais

Por O Dia

A Maserati, fabricante dos carros exóticos usados por gente como o designer Ralph Lauren, dobrará sua rede de concessionárias para cerca de 500 lojas até 2015 com o objetivo de reforçar a demanda de seus sedãs de luxo Ghibli e Quattroporte.

“Você precisa delas para sustentar o crescimento”, disse o CEO da Maserati, Harald Wester, em entrevista à Bloomberg Television, ontem, em Modena, Itália, onde a fabricante de carros realizou uma exibição para celebrar seu aniversário de 100 anos. A marca tinha 250 lojas em 2011.

A Fiat SpA está investindo na Maserati como parte de um plano para aumentar as vendas globais de modelos de luxo de fabricação italiana para acabar com os prejuízos na Europa. A fabricante busca multiplicar as vendas da Maserati em cerca de cinco vezes, para um total de 75.000 veículos em 2018. A marca já deverá igualar as vendas de ano-cheio de 2013, de 15.400 veículos, no fim de junho, disse Wester.

Esse tipo de crescimento justifica “os investimentos que fizemos e nos dá alguma confiança para mais investimentos e mais projetos”, disse Wester.

A ampliação da rede “confirma que a Maserati está definitivamente dirigindo na direção certa”, disse Georges Dieng, analista da Natixis em Paris. “Ainda há um longo caminho pela frente para atingir essa meta bastante ambiciosa que eles estabeleceram para si mesmos”.

Margens de dois dígitos

A Maserati planeja mais do que triplicar sua receita para 6 bilhões de euros (US$ 8,2 bilhões) em 2018 com a introdução de novos modelos, incluindo seu primeiro veículo utilitário esportivo (SUV) na história e o carro esportivo Alfieri. O modelo mais barato da marca atualmente é o Ghibli, vendido a US$ 66.900. Com os preços nesse nível a margem de lucro precisa ser de “dois dígitos”, disse Wester ontem.

A fabricante italiana está estudando um aumento de produção de cerca de 20% para manter a demanda, disseram fontes com conhecimento do assunto na semana passada. O aumento de produção, incluindo a transferência de 500 trabalhadores para a fábrica da Maserati, vindos de outras plantas da Fiat, foi colocado em espera devido a uma disputa relacionada aos contratos de trabalho, disse ontem o sindicato Fismic. Isso pode prejudicar a capacidade da marca de manter as taxas de crescimento na Ásia.

“A China e a região Ásia-Pacífico são o segundo centro de gravidade mais forte para o nosso negócio” depois dos EUA, disse Wester. “Nos últimos anos, vendemos 800 carros por ano nesses mercados. Neste momento estamos vendendo essa quantidade de carros em um mês”.

Últimas de _legado_Notícia