Após reunião com MPL, ministro admite transporte público 'deficiente'

Aguinaldo Ribeiro disse também que 'tarifa zero é uma discussão para um segundo momento'

Por O Dia

Brasília - O ministro das Cidades, Aguinaldo Ribeiro, admitiu na tarde desta segunda-feira que o transporte público no Brasil é “deficiente”. A afirmação foi feita após reunião entre o ministro, a presidente Dilma Rousseff e integrantes do Movimento Passe Livre (MPL), em Brasília. Ribeiro, no entanto, culpou o "histórico” do Brasil, que segundo ele ficou “30 anos” sem investir em mobilidade urbana.

“A qualidade dos serviços (de transporte público) precisa melhorar porque é muito deficiente. Importante ressaltar que há 30 anos não se investia em mobilidade urbana no País. Esse tema passou a se concretizar em 2011. Essa agenda que foi retomada agora”, afirmou em entrevista coletiva.

Presidenta e ministros em reunião com um dos movimentos que iniciou protestos pelo BrasilDivulgação


Aguinaldo Ribeiro disse ainda que o primeiro encontro com integrantes do MPL faz parte de uma nova agenda e de um "pacto pela melhoria do transporte público". “Essa foi uma primeira conversa sobre medidas que já foram tomadas e sobre as próximas medidas que serão tomadas após o encontro com prefeitos e governadores. Também existe possibilidade de avanço ainda mais na questão de uma relação de um pacto pelo transporte publico de qualidade. Nós saímos com uma nova perspectiva de agenda, passaremos a intensificar as discussões relativas a essas medidas que estão sendo propostas”, confirmou sobre a intenção do governo federal de anunciar novas medidas para a área de mobilidade urbana .

Ele falou também a principal reivindicação do MPL, que propõe tarifa zero para o transporte público no Brasil. “Tarifa zero é uma discussão para um segundo momento”, disse. Mais cedo, o MPL publicou, em sua página na internet, uma carta aberta declarando-se "surpreso" com o convite feito pela presidente.

Os ativistas prometeram entregar um documento no encontro, no Palácio do Planalto, em que defendem a tarifa zero, a municipalização da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (CIDE) e mais verbas do governo federal aos municípios para que sejam adotadas políticas de priorização do transporte público em todo o País. Eles afirmaram ainda serem contra a desoneração de impostos.

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