Belo Horizonte: grupo ocupa Câmara

Manifestantes afirmam que só sairão do local após conversar com prefeito Marcio Lacerda

Por O Dia

Belo Horizonte - Indignados com o que chamam de ‘intransigência’ do prefeito Marcio Lacerda (PSB), dezenas de manifestantes resolveram acampar ontem na Câmara Municipal de Belo Horizonte (MG). O grupo critica Lacerda, que seria o único ‘prefeito das grandes capitais brasileiras que não recebeu manifestantes durante os protestos pelo país’. O professor de História Bernardo de Lima, de 30 anos, foi preso quando deixava o Legislativo, acusado de incitar a violência no local.

No meio da tarde, o assessor-chefe da Comunicação Social da prefeitura, Régis Souto, foi enviado ao local para conversar com os manifestantes. Porém, líderes do movimento afirmaram que Souto seria apenas um ‘garoto de recados do prefeito’ e só aceitam falar com Lacerda.

Acampadas em barracas no hall da Câmara, ativistas dividiam comida ao longo do dia e prometiam passar a madrugada de hoje na Casa. Após assembleia no início da noite, eles decidiram permanecer no local. Em tempo: o grupo tem três comissões: segurança, comunicação e negociação.

Pouco antes da ocupação, a Câmara de Belo Horizonte aprovou, em sessão extraordinária, a redução de R$ 0,10 no valor das passagens de transporte coletivo na capital de Minas Gerais. O valor só valerá após o aval do Executivo e publicação no Diário Oficial Municipal. Manifestantes, porém, querem a revogação do aumento de R$ 0,15 no início do ano, totalizando desconto de R$ 0,25.

Na Baixada, pedidos por saneamento

Cerca de 300 moradores de Nova Iguaçu, na Baixada, fizeram ontem protesto pacífico, que durou cerca de 2h30. O grupo, que saiu de uma praça no Km 32 e seguiu até uma ponte sobre o Rio Guandu-Mirim, cobrava saneamento básico naquela região, além de investimentos em Educação e Saúde.

Manifestantes fizeram contato com o Palácio Guanabara, através de um oficial PM, e devem ser recebidos por autoridades nos próximos dias.

Ao término do ato, por volta das 13h10, um dos organizadores do protesto, Leandro Coelho, afirmou que, se as reclamações não forem atendidas, novas manifestações vão ocorrer na cidade.

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