Juiz Sergio Moro autoriza depoimento de Renato Duque a CPI da Petrobras

Renato Duque foi preso na última segunda-feira porque movimentou dinheiro em contas no exterior

Por O Dia

Brasília - O ex-diretor da Petrobras Renato Duque vai prestar depoimento à CPI que investiga o esquema de corrupção na estatal. Ele deve ser ouvido por parlamentares nas dependências da Polícia Federal, já que tal procedimento é proibido na Câmara dos Deputados, porque ele está preso.

A autorização para que Duque preste esclarecimentos sobre o recebimento de propinas foi dada ontem pelo juiz Sérgio Moro, da 13ª Vara Federal de Curitiba. O ex-diretor está preso desde segunda-feira em Curitiba, mas será transferido temporariamente para Brasília, por causa da CPI.

Renato Duque foi preso na última segunda-feira porque movimentou dinheiro em contas no exteriorDivulgação

Ele é acusado de movimentar dinheiro em contas do exterior e de ter transferido 20 milhões de euros (cerca de R$ 60 milhões ) da Suíça para Mônaco. O valor foi bloqueado a pedido da Justiça brasileira.

Em novembro, ele já tinha sido preso pela Operação Lava Jato, que ontem completou um ano. Duque foi solto após 19 dias por decisão do Supremo Tribunal Federal.

A Justiça Federal quebrou o sigilo do inquérito que investiga o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu na Lava Jato. Com isso, foi revelado que a consultoria de um dos homens de confiança do ex-presidente Lula — a JD Assessoria e Consultoria — faturou R$ 29,2 milhões com a prestação de serviços durante nove anos para mais de 50 empresas.

Entre os clientes de Dirceu estão várias empresas envolvidas no esquema de corrupção da Petrobras, como as empreiteiras OAS, UTC, Engevix, Galvão Engenharia, Camargo Corrêa. A quebra de sigilo foi determinada pela Justiça em janeiro, após indicativos de que empreiteiras citadas na Lava Jato repassaram dinheiro para o ex-ministro.

O ex-diretor Jorge Zelada, que substitui Nestor Cerveró na diretoria Internacional, da Petrobras teve 10 milhões de euros (cerca de R$ 30 milhões) bloqueados em Mônaco. Os dois são suspeitos de participação do esquema de pagamento de propina e desvio de dinheiro de obras contratradas pela Petrobras.

Últimas de _legado_Brasil