Greve dos garis de São Paulo prejudica mais de 130 municípios

Em alguns municípios, prefeituras relatam que os grevistas têm hostilizado os funcionários que fazem serviço de contingência

Por O Dia

São Paulo - No terceiro dia de greve dos garis no estado de São Paulo, os 130 municípios afetados pela paralisação têm buscado alternativas para manter o nível essencial dos serviços. O Sindicato das Empresas Urbanas de São Paulo (Selur), que representa as concessionárias prestadoras do serviço, informa que o movimento tem mais adesão nas cidades maiores, em especial no Grande ABC. A Federação de Trabalhadores em Serviços, Asseio e Conservação Ambiental, Urbana e Áreas Verdes do Estado de São Paulo (Femaco) completa que 30 mil garis aderiram à greve.

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Em alguns municípios, as prefeituras relatam que os grevistas têm hostilizado os funcionários que fazem serviço de contingência. Em Santo André, região do Grande ABC, os coletores deixaram nesta quarta-feira o aterro municipal sob escolta policial.

Garis do Rio de Janeiro também entraram em greve este mês, mas já voltaram a trabalhar após acordoBruno de Lima / Agência O Dia

No entanto, segundo o Serviço Municipal de Saneamento Ambiental da cidade (Semasa), como a Polícia Militar não pode acompanhar os trabalhadores em todo o trajeto, eles acabaram retornando sem recolher o lixo.

A Semasa informou ainda que mantém 49 funcionários para fazer a coleta de lixo, com prioridade para as ruas onde ocorrem feiras livres. A prefeitura de São Caetano tem atuado de maneira semelhante. A prefeitura do município, que também fica no Grande ABC, reconhece, entretanto, que não tem conseguido manter a frequência normal dos serviços.

Em Itanhaém, na Baixada Santista, a prefeitura reclama do descumprimento dadecisão judicial que determinou a manutenção de 70% dos serviços de limpeza e coleta de lixo.

Apesar dos relatos, a Femaco divulga em nota que os trabalhadores estão cumprindo a decisão da Justiça. A categoria reivindica reajuste de 11,73%. Após audiência de conciliação, nesta terça-feira, no Tribunal Regional do Trabalho (TRT), as empresas aumentaram a oferta de 6,5% para 7,68% de reajuste. O encontro acabou sem acordo, e não há previsão para nova rodada de negociação.


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