Indústria bélica: Rio articula polo aeroespacial no estado

O investimento de US$ 4,5 bilhões na compra de 36 caças de combate suecos Gripen NG animou empresários fluminenses

Por O Dia

Rio - O investimento de US$ 4,5 bilhões (R$ 10,35 bilhões) na compra de 36 caças de combate suecos Gripen NG, que começam a ser entregues daqui a três anos, animou os empresários fluminenses das indústrias aeroespacial e de segurança. Como 80% da estrutura das aeronaves devem ser fabricadas no país (partes relevantes do processo, como ensaios, testes, homologação), as empresas do Estado do Rio querem abocanhar uma fatia dos novos investimentos no segmento que, por enquanto, irão em sua grande parte para o Estado de São Paulo, em especial a Região de São José do Campos, que abriga a maioria das companhias do setor.

Para isso, na última quinta-feira, no âmbito do Fórum de Defesa e Segurança da Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan), foi criado o Comitê Aeroespacial Marechal-do-Ar Casimiro Montenegro Filho, pontapé inicial para as pretensões do estado em ser um novo polo da indústria aeroespacial no país.

“O comitê é o primeiro passo para criar todas as condições de desenvolver uma indústria forte, como é a nossa indústria naval”, acrescentou o coordenador do fórum, Carlos Erane de Aguiar.

POSTOS DE TRABALHO

O setor aeroespacial no país emprega atualmente 25 mil profissionais. Como as novas demandas, competições esportivas internacionais, exploração do pré-sal, defesa das fronteiras e da Amazônia azul, projeções indicam que até 2020 serão criados 48 mil novos postos de trabalho no setor e 60 mil até 2030.

CONCENTRAÇÃO

De acordo com informações do III Comar, o Estado do Rio de Janeiro possui hoje 51 empresas catalogadas como de interesse aeroespacial. Já São Paulo concentra concentra cerca de 80% da indústria nacional do segmento, com 338 empresas, segundo o Catálogo de Empresas do Setor Aeroespacial (dados de 2012/2013).

Últimas de _legado_Economia