Feirão do Procon concilia queixas

Evento em Bangu serve para ajudar na conciliação entre consumidores e empresas

Por O Dia

Rio - Merrcadoria danificada, falta de entrega do produto, má qualidade nos serviços, cobrança indevida e até dívidas. Muitas são as queixas e problemas que colocam consumidores e empresas em conflito. Levam ainda os compradores a terem mais dor de cabeça na longa espera por uma solução no Serviço de Atendimento ao Cliente (SAC). Para encontrar uma saída mais imediata e promover acordos entre as partes, o Procon Carioca promove, de hoje até sábado, um mutirão de conciliação em Bangu, na Zona Oeste, também comemorando os 25 anos do Código de Defesa do Consumidor (CDC), completados amanhã.

A expectativa do Procon Carioca é de receber 2 mil consumidores no Feirão de Conciliação em BanguDivulgação

Em sua nona edição, e pela primeira vez no bairro, o feirão reunirá 29 grandes empresas de comércio eletrônico, telefonia, varejo, TV por assinatura e concessionárias de serviços públicos e agentes do Procon que farão a conciliação. A expectativa é que 2 mil pessoas sejam atendidas no evento.

Estarão presentes a Cedae, Ceg, Light, Claro, Embratel, Nextel, Oi, Tim, Vivo, Claro TV, GVT, Net, Sky, Americanas.com, Casas Bahia (lojas físicas e online), Extra.com, Leader.com e Leader Card, Ponto Frio (lojas físicas e online), Shoptime, Submarino, Walmart.com, Barateiro, Cdiscount, Decolar.com, Partiu Viagens e Peixe Urbano.

A ideia é ajudar consumidores a quitar dívidas — com propostas de juros mais baixos ou novas parcelas —, trocar mercadorias, além de solucionar casos de falta de entrega do produto, entre outros problemas.
Presidente do órgão, Solange Amaral garante que 90% dos casos são resolvidos. Para ela, o feirão é mais ágil devido à presença de advogados e agentes do Procon, que acompanham os consumidores.

“Há uma diferença de tratamento com a presença deles”, declarou Amaral, que acrescentou: “O consumidor passou a exercer mais os seus direitos e as empresas se apressam para acompanhar isso. O resultado tem sido a melhoria de produtos e serviços das empresas”.

Segundo a coordenadora jurídica do Procon, Renata Ruback, os casos são solucionados rapidamente no ferião: “Em casos de clientes inadimplentes, o mutirão consegue propor renegociação da dívida, com juros mais baixos ou parecelas. Quando há arrependimento de compra em lojas virtuais ou físicas, o que é muito comum, a empresa pode oferecer outro produto semelhante ou melhor”, contou. A troca de produto também pode ser feita no dia, com o aval da empresa.

Renata explica ainda que o órgão acompanha o atendimento de clientes que reclamam pelo 1746 ou pelo site e mídias sociais do órgão. “Notificamos a empresa, e tem 10 dias para responder. Se descumprir acordo, será multada administrativamente”, disse, destacando ainda a função do órgão: “O objetivo é evitar a judicialização da demanda e resolvemos mais rápido que a justiça”.

RANKING

OS SETORES MAIS RECLAMADOS
1 - Empresas de comércio eletrônico;
2 - Telefonia;
3 - Banco;
4 - Concessionária de serviços públicos (energia, gás e água)
5 - TV por assinatura e varejo.

AS QUEIXAS MAIS RECORRENTES
1 - Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC)
2 - Cobrança indevida por concessionária de serviços públicos
3 - Produtos com defeito
4 - Entrega de produto (atraso ou não atraso)
5 - Serviço não fornecido
6 - Propaganda enganosa


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