Metade das casas brasileiras tem conexão à internet. Ainda é pouco...

A internet está longe de ser luxo. É uma ferramenta de produtividade e, portanto, de subsistência

Por O Dia

Rio - De vez em quando aparece por aqui uma boa notícia: 32,3 milhões de domicílios de todo o país estavam conectados à internet em 2014, chegando à marca de 50% do total de lares, como informou ontem o Centro de Estudos sobre as Tecnologias da Informação e da Comunicação (Cetic.br). É um número positivo porque vivemos num território gigante etc e tal, então é bastante dura a batalha pela conexão ampla, geral e irrestrita. Por outro lado, é pena que não haja tanto empenho oficial nesse crescimento. Para variar, as regiões mais pobres são as que saem em desvantagem. E internet está longe de ser luxo. É uma ferramenta de produtividade e, portanto, de subsistência.

O estudo da Cetic, disponívelaqui , mostra que ainda há muito a ser feito. Torna-se, por isso mesmo, boa fonte de inspiração para novos negócios, principalmente na área de serviços. Exemplos? Ensino na área de manutenção e instalação de equipamentos, ensino de linguagem de programação, criação de aplicativos, sites etc. Para quem está nessa, vale uma espiada no site do Cetic.

Com um detalhe importante: os smartphones têm se mostrado um aparelho fundamental para quem está precisando de internet. Segundo o Cetic, 81,5 milhões de pessoas entraram na rede usando celulares e afins. Isso ajuda a explicar a queda na venda de PCs...

A Oi deu uma personalizada nos orelhões do Rock in Rio. E o melhor%3A as ligações locais e DDD%2C para fixos e celulares da operadora%2C serão gratuitas Divulgação

A TURMA DO RETROCESSO CONTINUA CRESCENDO...

Você lembra que o Uber é um aplicativo que oferece serviço alternativo de transporte urbano — e, por isso, é tão odiado pelos taxistas que monopolizam esse mercado, com direito a prestar serviços de qualidade discutível. Pois o Uber agora garante que vai criar 30 mil oportunidades de trabalho no Brasil até outubro de 2016. Hoje são cinco mil pessoas ganhando dinheiro com esse aplicativo, que já tem 500 mil usuários no país. Não me parece que nosso cenário econômico esteja podendo dispensar tantas chances para obtenção de renda.

Quando, portanto, a presidenta Dilma diz que o Uber desemprega taxistas, como fez semana passada, ela está apenas jogando para a torcida. Mas é conversa eleitoreira. Até mesmo o Conselho Administrativo de Defesa Econômica já se manifestou a favor do Uber, dizendo que não existe razão econômica para ele ser proibido.

E a discussão vai continuar, porque agora outros gênios do retrocesso começam a implicar com o AirBnB, serviço que oferece, via internet, hospedagem ou aluguel temporário com a negociação sendo feita diretamente entre as duas partes interessadas. Com isso, deixa preocupadas as associações hoteleiras, que monopolizam esse mercado, com direito a prestar serviços de qualidade discutível...

A questão é essa. Toda novidade que incomoda monopólios (e sua qualidade discutível) tem problemas para se estabelecer num sistema conservador. Só pode lutar contra isso quem mais se beneficia dessas novidades: o consumidor, que não pode abrir mão do seu direito de escolha. Ou vai ficar sempre reclamando da qualidade dos serviços...

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TEM QUE SABER LER

Esta coluna não perde a oportunidade de alertar para o uso emburrecedor da internet e, sobretudo, das redes sociais — tipo o Facebook. Em princípio, são ótimas ferramentas para a criação ou manutenção de amizades, entretenimento e bons negócios. Mas o vício na rede pode ser perigoso. Agora mesmo está saindo um estudo importante mostrando que estamos na antepenúltima posição em um teste com alunos de 31 países, que avaliou a habilidade de navegar em sites e compreender os textos na internet. Sinal de que sim, até que gostamos muito da rede, mas temos que aprender a ler direitinho, não confiar em tudo o que está escrito lá, descobrir que o mundo está cheio de armadilhas também na vida digital... Acreditar cruamente no que dizem as redes sociais pode ser, portanto, muito limitador para a vida de todos —sobretudo, das crianças e jovens. O estudo diz que “a leitura online solicita as mesmas competências que a leitura em papel. No entanto, é preciso acrescentar uma capacidade suplementar, que não é das menores: a de saber navegar entre páginas de texto e discernir as fontes pertinentes e dignas de confiança entre um número de informações aparentemente infinito”, segundo a tradução da BBC.

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